terça-feira, 15 de abril de 2014

ANTÔNIO KUBITSCHEK É QUE NÃO ENTENDEU CONTEXTOS POR TRÁS DO "FUNK"


Por Alexandre Figueiredo

Ainda no episódio da questão escolar sobre a "pensadora" Valesca Popozuda, o professor Antônio Kubitschek, a exemplo da funqueira, tentaram sair "com a consciência tranquila" no episódio, além de usarem a roupagem de um falso ativismo social provocativo.

Da parte do professor de Brasília, as justificativas que ele tentou dar tiveram a pretensão de soarem "definitivas", como provocar a reação dos "urubus da mídia" e "esclarecer" os contextos que estão por trás da questão escolar por ele elaborada supostamente a partir de um debate com seus alunos.

O que o professor Antônio ignora é que os dois pontos de sua justificativa, a provocação midiática e os contextos ocultos na polêmica prova escolar, apresentam sérios equívocos na sua abordagem, o que indica que o que ele cometeu nem de longe significa um acerto.

Primeiro, porque Antônio não expôs os "urubus da mídia" - ou seja, jornalistas de perfil mais reacionário - ao ridículo, como queria fazer crer. Pelo contrário, deu subsídios para que o "privatista" Rodrigo Constantino de repente se autopromova às custas da educação pública, como se um direitista radical pudesse desejar alguma coisa boa para as classes populares.

Segundo, porque Antônio não conhece os contextos que estão por trás do "funk" que ele tanto defende como "ritmo popular". Ele desconhece os vínculos empresariais, políticos e midiáticos que transformaram um ritmo dançante sem muita serventia em um suposto ativismo social.

Ha contextos que estão por trás de toda a blindagem intelectual do "funk". O jabaculê manipula a vontade popular e o inconsciente coletivo, sobretudo das classes populares, sem que muitos saibam ou admitam os interesses que estão por trás. Para eles, se tudo é "popular", vale tudo, até peido na cara.

O "funk" segue a "orientação" de cenários mercadológicos de pop dançante na Itália e do miami bass dos EUA, com um contexto de exploração empresarial, marketing, mentiras, intrigas, subornos e outras coisas. Dizer isso é complicado, para uma intelectualidade bem articulada que acha que as periferias são "paraísos" dotados de casas malfeitas, quase sem asfalto e com muito lixo no chão.

Daí que a própria intelectualidade "bacana", na qual se insere o professor Antônio, ter sido pega desprevenida. Enquanto os intelectuais comemoram o "ativismo social" que reconheceram na questão da "pensadora Popozuda", se achando vitoriosos na "provocativa" atitude, eles fortaleceram ainda mais os Constantino e as Sheherazade da vida que agora passaram a "defender a educação pública" com mais "consistência".

A comemoração da intelectualidade "bacana", que acha que o "funk" trará a revolução social em nosso país, se dá em animados convescotes verbais em sindicatos, auditórios, isolados numa vitória que só eles consideram no combate social contra as forças reacionárias.

Enquanto isso, os intelectuais que saíram em defesa de Valesca e Antônio mal podem imaginar o quanto eles ajudaram para Rachel Sheherazade, Rodrigo Constantino e companhia saírem em defesa da "verdadeira educação", já que as esquerdas médias, na medida em que glorificam o "funk", acabam também permitindo à direita uma suposta defesa de interesses sociais que os direitistas, naturalmente, não teriam a menor vontade de defender.

Os barões da grande mídia agradecem ao professor Antônio por essa ajudinha sensacionalista. Ele continuará dormindo tranquilo, porque acha que suas convicções bastam para o desfecho do caso. Mas é só ver as mídias sociais e outros ambientes midiáticos para ver o quanto os "urubus da mídia" saíram fortalecidos no episódio da "funqueira pensadora".

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