domingo, 16 de março de 2014

COMO RECONHECER UMA PSEUDO-SOLTEIRA


Por Alexandre Figueiredo

O último Carnaval foi a consagração da mulher pseudo-solteira, aquela mulher que se diverte aparentemente sozinha e parece muito feliz na condição de suposta solitária, que não dá para confiar na sua condição de solteira.

É muita vaidade e ostentação. A aparente solteirice de folionas ou mesmo de sub-celebridades e sub-artistas ocorre de tal maneira - desde que as namoradeiras dançarinas do É O Tchan faziam pose de pretensas "encalhadas" - que daria uma série de questionamentos dessa situação.

Uma delas é o próprio comportamento das pseudo-solteiras, que parecem forçar a barra demais na aparente (e, em vários casos, fingida) solteirice. Isso numa época em que vemos muitas mulheres se casarem, se comprometerem, não ficarem sozinhas na vida amorosa.

Há a questão do eufemismo, já que muitas vezes "solteira" não é aquela que não tem namorado ou é incapaz de arrumar um, mas aquela que vai para a noitada sem a companhia de um homem. "Solteiríssima" é aquela que brigou com o namorado e passará as noitadas do fim de semana desacompanhada. E "solteira e feliz" é a "solteiríssima" que se diverte com mais alegria.

No Brasil em que os dados fantasiosos do Censo do IBGE, que falam num Brasil com "mais mulher", enquanto cada vez mais mulheres morrem no país vítimas de vários motivos, a figura da pseudo-solteira mais parece anedótica do que sociológica.

Em primeiro lugar, porque a ausência de homens nas noitadas, nas folias e outras diversões noturnas se deve ao fato de que os homens precisam acordar cedo no dia seguinte. Muitos acordam para trabalhar até nas manhãs de domingos e feriados e há quem queira aproveitar a manhã de lazer para despertar mais cedo e pegar a estrada com mais calma.

Em segundo, porque temos também muitos homens pobres e negros não sendo registrados pelos recenseadores, porque vivem em áreas de difícil acesso - muitas delas localizadas nas favelas das grandes cidades - , ou vivem nas ruas, ou no errante caminho do êxodo rural. Isso para não dizer aqueles que se envolvem na criminalidade e não estão presos.

Por isso, não faz sentido a fantasia toda de uma "multidão de solteiras", algumas arrogantes demais para quem se autoproclama "encalhada". Daí que, numa observação mais cautelosa, identificamos o comportamento da falsa solteira que força a barra sem decidir direito se sofre por ser "encalhada" ou se é uma "solteira feliz".

1) Ela fica alegre demais quando diz que "está encalhada".

2) Se diverte demais às custas de seu aparente "sofrimento amoroso".

3) Descreve comentários grosseiros como "estou transando com vibrador" e "só levo cantada de meu afilhado".

4) É assediada por vários homens nas festas noturnas, mas dá o fora em todos eles, para depois dizer que "os homens fogem de medo dela".

5) É bastante esnobe e exibida no comportamento, se achando "convencida" e muitas vezes fica até embriagada.

6) Quer bancar a "gostosa" e fica espalhando que "está solteira na área".

Em suma. Arrogância, exibicionismo, comportamento impulsivo e excesso de vaidade. Muitas dessas "solteiras" nem são muito atraentes, apesar do porte físico de supostas "mulheronas". Estas muitas vezes são falsas solteiras, em "férias conjugais", ou em outras condições que forçam a aparente situação de "solteira".

Portanto, não há festa, nem carnaval, como cantava Marcelo Nova, no Camisa de Vênus. Há muito menos solteiras que se imagina. E as mais arrogantes e exibidas não são aquelas que estão dispostas ao amor. Estas ou querem se envolver ou já são envolvidas com homens durões, ou então querem namorar rapazes pacatos pela simples intenção de usá-los como "brinquedos sexuais".

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