quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

RUMORES SOBRE VENDA DA "ABRIL EDUCAÇÃO" SÃO FORTES


Por Alexandre Figueiredo

A julgar por uma notícia dada por um ex-funcionário da Editora Abril, Cido Araújo, que havia sido demitido sem justa causa pela empresa, talvez por exercer atividades sindicais perigosas à "boa imagem" da corporação midiática, a crise que atinge o grupo empresarial ainda não acabou.

Depois que Roberto Civita faleceu, no ano passado, o espólio do Grupo Abril está sendo desfeito aos poucos. A MTV, antiga franquia do grupo, já se adequou à nova rotina como empresa vinculada à filial brasileira da Viacom / Paramount. Revistas diversas, como Bravo, Alfa, Bons Fluídos foram para o espaço.

Mesmo revistas que permanecem firmes nas bancas, como Cláudia, Manequim, Contigo, Caras (franquia de revista argentina), Playboy (franquia de revista norte-americana), Superinteressante, Quatro Rodas e Veja, tiveram muitos profissionais postos no olho da rua.

Agora os rumores atingem o grupo Abril Educação. Aparentemente, é a nova prioridade do Grupo Abril, o setor educacional, que envolve desde editoras de livros didáticos, como Ática e Scipione, até cursos de inglês como Wise Up, de acordo com informações divulgadas no Wikipedia.

Os rumores envolvem a venda do setor educacional, e teriam partido de uma reportagem da revista Info Money, que apenas se limitou a dizer que a Abrilpar, divisão administrativa do Grupo Abril, contratou os bancos Itaú BBA e BTG Pactual para prestar consultoria e analisar a situação das empresas da divisão Abril Educação.

Até agora, nada foi acertado. Mas é evidente a situação desfavorável às empresas do grupo, já que o setor educação é um dos mais difíceis para a Economia. O Wise Up, por exemplo, enfrenta um mercado cada vez mais competitivo de cursos de inglês, encarando concorrentes que chegam a oferecer bem mais que o inglês básico, como o Open English, que ensina até expressões coloquiais dos EUA.

A Editora Ática, então, era uma das mais destacadas editoras de livros didáticos e outros trabalhos informativos e obras literárias, e hoje anda muito apagada no mercado, já que sua imagem não tem mais a imponência e a ostensividade de outros tempos, reduzida a uma subdivisão da Editora Abril já muito "queimada" pelo reacionarismo de Veja, que só gosta de capitalistas selvagens e funqueiros.

Portanto, a tendência do Grupo Abril se encolher ainda mais é praticamente certa. O desfecho da Abril Educação não está sequer definido, mas a crise de reputação que se reflete em termos econômicos faz com que fique ainda mais difícil manter todo o patrimônio.

Mas, pelo menos, os Civita possuem dinheiro o suficiente para descerem até o chão num "baile funk". E o capitalismo neoliberal anda mandando uns beijinhos nos ombros dos herdeiros de Roberto Civita.

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