terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"FUNK" MANDA "BEIJINHO NO OMBRO" AOS BARÕES DA GRANDE MÍDIA


Por Alexandre Figueiredo

O "funk ostentação" cravou seu punhal nas costas dos movimentos sociais, e foi comemorar seus louros com o "abraçaço" dos barões da grande mídia. É o que se vê claramente com MC Guimé (ou MC Guime ou MC Guimê) e Valesca Popozuda, dois nomes do "funk" - ela é ícone do "funk carioca", mas está apadrinhando o paulista - que ganham destaque na mídia direitista.

Servindo de refresco do verão para o calor das "urubologias" costumeiras - seja Ali Kamel processando blogueiros, seja Rachel Sheherazade condenando pequenos ladrões - , os dois funqueiros andaram sendo capa de periódicos publicados pelas Organizações Globo e Grupo Abril.

Valesca foi capa da Revista O Globo e MC Guimé furou o aparente cerco da Veja às tendências brega-popularescas, numa reportagem elogiosa que já teve seu aperitivo com o suplemento Veja São Paulo, no ano passado, que divulgou o "funk ostentação" com o mesmo teor elogioso, generoso demais para uma publicação que rancorosamente condena de agricultores sem-terra a tribos indígenas.

Isso põe uma pá de cal na imagem supostamente progressista que o "funk" recebeu nos últimos cinco anos. Afinal, se o "funk" é considerado "movimento social", porque a revista Veja, que despeja sua raiva mortal contra os movimentos sociais, adota uma postura tão dócil aos funqueiros?

Desconta-se as posições pessoais de um Reinaldo Azevedo, como, nas Organizações Globo, de um Arnaldo Jabor. Em compensação, o roqueiro Lobão que, recentemente, foi celebrar sua nova camaradagem com o medieval Olavo de Carvalho, dá o maior apoio ao "funk", bem mais do que ao próprio Rock Brasil do qual faz parte.

Os funqueiros fazem sua choradeira na mídia esquerdista, fazem pose de "progressistas", desperdiçam palavras para dizer que são também "ativistas", criam todo um verniz e um simulacro de "rebelião popular" com seu próprio ritmo, no fundo um mero ritmo dançante tolo e sem importância.

Enquanto os ideólogos da intelectualidade "bacaninha" - aquela que foi vender a ideia de que o "funk é legal" nas rodas esquerdistas - começam a cansar com a choradeira de que o "funk" é "vítima de preconceito" ou que o ritmo hoje é "tão rejeitado quanto o samba em 1910", a mídia direitista faz a festa com o mesmo ritmo, e com os funqueiros com cara de quem tem sua "missão cumprida".

Os funqueiros deixaram os movimentos progresisstas na mão, ludibriados com a retórica pseudo-ativista do gênero. Foram posar de pretensos coitadinhos nos cenários e veículos da mídia esquerdista, para depois apunhalar as esquerdas pelas costas e comemorar o sucesso obtido abraçados aos barões da grande mídia.

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