terça-feira, 21 de janeiro de 2014

"ROLEZINHOS" JÁ OCORRIAM HÁ ANOS EM SALVADOR. NADA DEMAIS!!


Por Alexandre Figueiredo

Diante da problemática dos "rolezinhos", as esquerdas médias, um tanto sonhadoras, tentam superestimar os fenômenos como se fossem demonstração de uma suposta "rebelião social", apenas por causa da repressão policial.

No entanto, o hábito de jovens de origem pobre se encontrarem em centros comerciais não é lá uma grande novidade e nem tem qualquer coisa de revolucionário. E, acreditem, também não é um evento muito recente.

Quando morei em Salvador, entre 1990 e 2008, já vi muita gente pobre frequentando tais centros. Sobretudo no Shopping Iguatemi, próximo à Rodoviária, e o Shopping Piedade, no centro da capital baiana.

Sejam alunos saindo de escolas para se reunirem para um lanche, para uma compra ou algum outro tipo de lazer, sejam pessoas pobres que decidem se encontrar em grupos nos fins de semana, o que hoje se chama de "rolezinhos" já eram práticas rotineiras em Salvador.

O Shopping Piedade, é um caso típico. Ele é situado estrategicamente no caminho entre o Terminal da Lapa, onde param linhas de diversos bairros da capital baiana, e o centro da cidade, sobretudo os bairros da Piedade, Nazaré e o entorno da Av. Sete de Setembro.

É impossível, portanto, que grandes contingentes de jovens pobres não se sintam interessados em curtir o centro comercial, assim que descem de seus ônibus no Terminal da Lapa. Era muito natural e eu mesmo via a situação com a maior naturalidade e respeito.

Praticamente não havia desordem. Os pobres iam pacificamente passeando, olhando produtos, às vezes comprando alguma coisa, em outras lanchando ou almoçando. Conversas ruidosas ocorriam, pessoas ficavam na escadaria quando havia alguma atração no Térreo, só para olhá-las de cima.

Nada de incômodo nem de revolucionário. Tudo ocorrendo democráticamente de maneira tranquila. Tudo apenas expressão de um vai-e-vem de pessoas, com sua diversidade de perfis, num trânsito próprio de um cotidiano movimentado.

Eles também aparecem em outros lugares como Shopping Iguatemi e Salvador Shopping. E em outros posteriormente inaugurados. Nada demais. São apenas pessoas que vão a esses locais pelo direito de frequentá-los.

Nada do vandalismo que as direitas paranoicas supõem acontecer, nem de rebeliões revolucionárias que só existem na imaginação das esquerdas médias. São apenas pessoas indo a lugares pelo natural direito delas. Só isso.

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