sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

FERNANDO HADDAD LIBERA "BAILES FUNK" NAS RUAS DE SP NO ALTO DA NOITE



Por Alexandre Figueiredo

O poderoso lobby dos funqueiros ganhou mais uma batalha. A chamada Lei do Pancadão, que proibida a realização de eventos que envolvam som em alto volume entre as 22 horas e as sete da manhã na capital paulista, e que incluia sobretudo os "bailes funk" nas ruas, foi vetado pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

A princípio, havia chance maior do prefeito aprovar a lei, que foi aprovada pela Câmara Municipal paulistana e resultou de um projeto de lei elaborado em conjunto pelos ex-policiais e vereadores Conte Lopes (PTB) e Coronel Camilo (PSD).

Houve até um anúncio de sua aprovação, mas Haddad voltou atrás e decidiu vetar a Lei do Pancadão, garantindo o sossego daqueles que defendem a supremacia do "funk" a pretexto de "democratizar a cultura brasileira", e a falta de sossego daqueles que agora veem distantes suas chances de descansarem em silêncio absoluto.

Isso porque boa parte desses eventos são "bailes funk" realizados em estabelecimentos sem qualquer esquema de isolamento acústico, ou em locais como estacionamentos de supermercados e shopping centers e postos de gasolina, que duram praticamente toda a madrugada.

Vários desses eventos são realizados até mesmo em dias úteis, acontecendo em toda a madrugada. Na maioria dos casos, a vizinhança é pega de surpresa, já que muitos desses "bailes" acontecem a partir de 22h30, quando a área envolvida parecia viver num silêncio estável ao longo da madrugada.

É um som estridente, e a própria estrutura do "funk" traz esse incômodo. Um amontoado de sons eletrônicos que imitam batuques, sirenes, galopes de cavalo, com MCs berrando, efeitos de mixagem - em que a voz do MC "gagueja" em alguma sílaba - e letras relacionadas à baixarias pornográficas ou mesmo em exaltação à violência e até à pedofilia.

A desculpa dada pelo prefeito de São Paulo era de que o ritmo é um dos "mais populares" entre a juventude de São Paulo em geral e que é "expressão de lazer" das comunidades pobres da capital paulista. Segundo este argumento, a proibição "privaria" as populações pobres de terem "suas próprias opções de lazer, cultura e entretenimento".

O veto à proibição, portanto, é a vitória da intelectualidade cultural dominante, dos empresários do entretenimento, dos barões da grande mídia e todos os demais envolvidos na supremacia do "funk" e sua glamourização à miséria, à ignorância e à imoralidade. Ganharam os funqueiros, perdeu a sociedade em geral.

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