sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

REVISTA VEJA CONTINUA FIRME NO GRUPO ABRIL. TÊM CERTEZA, CIVITA?


Por Alexandre Figueiredo

Embora tudo indique que a revista Veja permaneça firme como uma das principais publicações da Editora Abril, aparentemente "imune" aos cortes feitos pelo Grupo Abril em seu plano de enxugamento administrativo, o semanário continua vivendo uma situação bastante dramática.

Estando numa filial dos Supermercados Pão de Açúcar no bairro do Ingá, em Niterói, eu fotografei a imagem acima de um surpreendente encalhe da edição de 27 de novembro de 2013 (mas levada às bancas três dias antes), no dia 01 de dezembro último, data da edição posterior (creditada ao dia 04).

Só da edição principal - descontado o encalhe dos exemplares do suplemento Veja Rio empacotados separadamente da revista principal - , eu contei nada menos do que VINTE exemplares que não foram vendidos no prazo da edição anterior.

Esse não é o único caso. Imagine passar por todas as bancas e ver que a Veja chega a ter um encalhe de 12, 15, e agora 20 exemplares, ou talvez 25, em tudo que é cidade do Brasil! É um prejuízo enorme, para uma revista que tem sobrevida garantida no seu grupo empresarial.

É certo que alguns redatores e mesmo colunistas de Veja já foram demitidos. André Petry - que rosnava em coro junto com Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, só que num volume mais baixo - ficou fora, depois da dança das cadeiras de Veja.

Todavia, os herdeiros de Roberto Civita batem o pé e garantem que a "histórica" Veja não deixará de ser publicada, até porque a publicação é um dos redutos do pensamento reacionário existente na mídia brasileira. Só que sua permanência tem um quê de ato suicida, vide os milhares de exemplares que deixam de ser vendidos em todo o Brasil.

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