domingo, 15 de dezembro de 2013

MICHELLE BACHELET VENCE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO CHILE


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Michelle Bachelet volta à presidência no Chile, derrotando, entre outros concorrentes, Evelyn Matthei, a candidata apoiada pelo empresário e presidente Sebastián Piñera, nas eleições de hoje no país. Com isso, a esquerda voltará a governar o Chile, assim que encerrar o governo atual, ligado à direita mais conservadora e ao medieval Opus Dei, o mesmo que, no Brasil, tem o governador paulista Geraldo Alckmin como associado.

Michelle Bachelet vence eleições presidenciais no Chile

Do portal Vermelho, com informações do portal Opera Mundi

Com 93,07% dos votos apurados, Bachelet tinha 62,3% do total neste segundo turno, superando a representante da direita Evelyn Matthei, que foi ministra do Trabalho do atual governo de Sebastián Piñera e obteve 37,7% neste domingo (15/12) até o momento.

Poucos minutos depois do resultado ser definido, o comando de campanha de Evelyn Matthei divulgou uma nota oficial em que a candidata reconhecia a derrota. "A cidadania manifestou sua escolha e decidiu pela candidatura da nossa adversária. Da nossa parte, nos resta felicitar a vencedora, desejar o melhor para ela durante a gestão e garantir àqueles que votaram pela nossa proposta, especialmente a classe média esforçada deste país, que, apesar do revés de hoje, estaremos lutando, durante os próximos quatro anos, pelas ideias que eles querem ver defendidas".

Bachelet é a primeira figura política chilena a vencer duas eleições presidenciais e, com os novos quatro anos de mandato que terá pela frente, se tornará a presidente com mais tempo no cargo desde o retorno da democracia (em 1990).

A vitória de Bachelet é marcada também por uma alta taxa de abstenção, que tem sido regra nas eleições chilenas desde a instalação do sistema de voto facultativo. Neste domingo, a evasão eleitoral registrada foi de 60%.

Outra façanha de Bachelet foi alcançar o maior percentual da história das eleições chilenas, superando os 57,98% conseguidos por Eduardo Frei Ruiz-Tagle em 1994.

Michelle Bachelet defendeu em sua campanha um audacioso programa de reformas sociais e a mudança da Constituição herdada da ditadura de Pinochet. Foi apoiada desde o primeiro turno pelo Partido Comunista.

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