terça-feira, 3 de dezembro de 2013

APLICATIVO LULU NÃO MELHORA RELAÇÕES ENTRE HOMEM E MULHER


Por Alexandre Figueiredo

O aplicativo Lulu, usado em telefones celulares, tornou-se a mais recente novidade em torno das chamadas redes nacionais de Internet, desta vez através do uso exclusivo do celular, já que as pessoas tendem a escrever menos e usar mais tablets e celulares, dispensando o teclado de datilografia.

Pois a sociedade tecnocrática e midiatizada, da qual não se espera, do contrário que pensam muitos "gurus" da intelectualidade "mais bacana", qualquer revolução social, mais uma vez dá o exemplo de futilidade diante dos efeitos causados pela popularização do aplicativo Lulu.

O nome é inspirado justamente na personagem Little Lulu, a Luluzinha, criação original de Marjorie Buell (Marge) de 1935, muito popular até os dias de hoje. Este nome se refere justamente à dicotomia "Clube da Luluzinha" e "Clube do Bolinha", alusão à separação de mulheres e homens em boa parte da vida cotidiana.

Ela foi criada pela ex-esportista jamaicana Alexandra Chong, hoje empresária. Aparentemente, era só um aplicativo para permitir que mulheres avaliem os desempenhos dos homens, a princípio para verificar quais são aqueles considerados repugnantes, desprezíveis ou, por outro lado, atraentes, gentis ou simpáticos.

A ideia original parece boa. Como foi no Orkut, que seria um meio de reunião de amigos na Internet, antes deste portal de redes sociais virtuais se tornar um reduto de gente reacionária, criminosa ou de bagunceiros que se protegem pelo semi-anonimato de fakes.

O grande problema do Lulu é que tais avaliações podem se transformar em práticas humilhantes e constrangedoras para os homens, além do aplicativo mais agravar do que resolver as desavenças e conflitos entre homens e mulheres.

O que parecia ser um portal para avaliações de ex-namorados, ex-maridos, amigos e pretendentes, o aplicativo Lulu acaba se tornando um reduto de baixarias que já geraram vários processos na Justiça movidos por homens humilhados.

Da mesma forma, já começa a surgir o Tubby, aplicativo que permite aos homens avaliar as mulheres da mesma forma que ocorre o processo inverso do Lulu. Será uma verdadeira guerra dos sexos nas redes sociais da Internet pelo celular, que cada vez mais banalizará os conflitos amorosos e causará problemas como já causaram o Orkut e o Facebook.

Ficamos perguntando se não seria melhor que as pessoas revalorizassem a vida social no contato físico, se tornassem menos interesseiras e os casais se unissem não pela conveniência de vantagens sociais, econômicas ou sexuais, mas pela afinidade de espíritos, de personalidades. Isso resolveria muitos dos problemas que as redes sociais da Internet, embora aparentemente neutras, acabam por fazer agravar.

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