terça-feira, 19 de novembro de 2013

INTELECTUALIDADE PRÓ-BREGA APOSTA NOS "PRICS"


ALÉM DA FALSA SOLIDARIEDADE COM A CAUSA PALESTINA (FOTO), INTELECTUALIDADE PRÓ-BREGA NÃO QUER BRASIL CULTURALMENTE DESENVOLVIDO.

Por Alexandre Figueiredo

A intelectualidade que aposta na bregalização do país aposta no crescimento do PRIC, o grupo de potências emergentes do mundo. Não é um erro gráfico, porque certamente não se está escrevendo BRIC, e sim PRIC.

Para quem não sabe, BRIC é o grupo de potências emergentes integrado por Brasil, Rússia, Índia e China. Só que a intelectualidade pró-brega não quer a inclusão do Brasil nesta festa. Em teoria, até quer, e diz desejar muito, mas na prática luta para impedir que isso ocorra de toda forma. Há várias formas de dizer "não", entre elas a de parecer que só está dizendo "sim".

A agenda temática da intelectualidade cultural dominante superestima o Oriente Médio. É verdade que é bastante salutar que analistas brasileiros estudem a situação dos países centro-orientais da Ásia e África e seus conflitos seculares.

No entanto, quando uma parcela da intelectualidade começa a falar do Oriente Médio como se falasse dos assuntos de seu próprio condomínio, a coisa fica estranha. A estranha ênfase na luta do povo palestino, não pela solidariedade a eles mas pelo modismo de pegar carona na sua cobertura jornalística, não teria por trás outras causas?

Sabe-se que a intelectualidade pró-brega é financiada pelo magnata George Soros por intermédio das instituições diretamente financiadas por ele. Daí um estranho projeto de emancipação social dos países emergentes, que pede uma sociedade mais "homossexual", mais "ciberdigitalizada" e até "maconheira" e "pirateira", mas não necessariamente mais justa ou igualitária.

Diante dessa agenda ideológica estranha, que no âmbito brasileiro superestima que apenas o crescimento econômico trará, por si só, cidadania e qualidade de vida, apenas com alguns ajustes políticos, institucionais e legais, o que se pode inferir é que os intelectuais "bacaninhas" querem mesmo é que o Brasil deixe o clube dos emergentes o mais rápido possível.

Nota-se que essa patota tornou-se uma torcida barulhenta e um tanto maluquete, além de bastante tendenciosa, para a criação do Estado Palestino, ou, melhor dizendo, da nação Palestina. Tudo bem. Aliás, é fundamental defender a criação da Palestina, como forma de reconhecer a luta de seu povo.

Mas as elites intelectuais brasileiras querem zoar, e enquanto querem que o povo pobre brasileiro permaneça com suas favelas, seu comércio informal, seu subemprego, seus prostíbulos e sua bebedeira, elas preferem que a Palestina chegue ao Primeiro Mundo antes mesmo do Brasil.

Talvez seja porque George Soros está de olho no petróleo do Oriente Médio. Quanto à intelectualidade brasileira, que a cultura, que deveria ser uma ferramenta forte para o desenvolvimento social, se desabe em breguices e se congele na sua "feliz" degradação de valores sociais e morais.

Afinal, para a intelectualidade cultural dominante no Brasil, o povo pobre só pode prosperar com dinheiro do Bolsa Família e, no caso dos seus ídolos "culturais", com verbas do Ministério da Cultura. Como se uma chuva de dinheiro resolvesse, em si, todos os problemas. Mas não resolve. Se dinheiro não traz felicidade, ele irá trazer por si só qualidade de vida e cidadania?

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