quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"FAROFAFÁ" AGORA "QUESTIONA" STATUS 'INDIE' DA SOM LIVRE


Por Alexandre Figueiredo

O texto foi escrito meses atrás, mas a postura vale até hoje. Através do texto Brazilian Sertaneja Music, que tenta recuperar a tese, um tanto combalida, de que o "sertanejo universitário" havia "conquistado" o mundo através de Michel Teló e companhia, o jornalista Pedro Alexandre Sanches, sempre fiel às lições da Folha de São Paulo, cometeu mais uma pérola.

Reproduzindo um texto da jornalista da Billboard, Leila Cobo, sobre os fenômenos "sertanejos", Sanches põe entre parênteses o seguinte comentário: "nota de FAROFAFÁ: é curioso, no mínimo, que a Billboard considere “indie” a gravadora da Rede Globo", quanto à passagem em que Leila define a gravadora Som Livre como "independente".

O curioso é que a Som Livre mais parece a gravadora do Farofafá, uma vez que vários de seus intérpretes são contratados pela gravadora da Rede Globo, como vários intérpretes de tecnobrega, de "funk carioca", de "sertanejo universitário" e de "pagode romântico". Só falta Odair José ganhar um contrato. Talvez uma choradeira no Programa do Jô ou no Mais Você possa ajudar.

Sanches é do tipo de pessoa que, ao dizer que "o mercado morreu", na verdade está ressuscitando o mesmo. Propagandista da "rica cena" dos vários cantos do país, como o tecnobrega / tecnomelody do Pará - o "Pará-iso" pseudo-cultural que alegra os barões da mídia e tenta fazer muitos esquecerem do problema do coronelismo no Estado - , ele tenta dar a impressão que no Brasil só teremos mercado independente.

Até pouco tempo atrás, até mesmo ele acreditaria que a Som Livre era "independente". Mas hoje existem pressões e ele, o garoto-de-recados dos barões da mídia que veste a camisa do time adversário, tenta forçar um pouco seu desvínculo aparente com o poder midiático.

Isso porque é a Som Livre que tem sob seu passe sua querida musa paraense Gaby Amarantos, além dos seus neo-badalados Luan Santana e Thiaguinho. E ele segue firme endeusando Paulo César Araújo e sua tese absurda de que o brega é "a música de protesto brasileira", mesmo quando este havia se tornado "consultor" de brega das Organizações Globo.

Que intelectualidade cultural é essa que defende a bregalização a todo preço? E que moral ela tem para embarcar nas causas progressistas como a reforma agrária e a regulação da mídia, se ela na verdade atende aos interesses mercadológicos dos barões midiáticos e dos grandes proprietários de terra que financiam essa "cultura transbrasileira"?

Daí o grande problema de querer pregar suas ideias nas causas progressistas. Pensemos como quisermos, sigamos o caminho que sigamos. A escolha é livre, mas obrigatório é saber de que lado estamos realmente andando. E a intelectualidade cultural dominante, cá para nós, só quer saber de promover cultura de centro-direita nos ambientes da mídia esquerdista.

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