quarta-feira, 27 de novembro de 2013

EUA QUER ENFRAQUECER CULTURA POPULAR NO BRASIL


Por Alexandre Figueiredo

A CIA está por trás da bregalização da cultura brasileira? Este serviço de informações dos EUA está usando o "funk" para enfraquecer o patrimônio cultural do povo brasileiro? O imperialismo aposta na bregalização para destruir a riqueza cultural que temos?

Muitos gracejam ao ouvir esta tese, fazem pirraça, gozam, ironizam, ou então ficam negando com aparente convicção: "absurdo", costumam dizer. Mas a tese, embora pareça conspiratória à primeira vista, é a mais dura realidade.

O Brasil é um país há muito tempo bastante visado pelos EUA. Por ser o segundo maior país do continente americano, é um rival em potencial à conhecida nação da América do Norte. A coisa estava tão feia que quase aconteceu uma guerra entre os dois países, em 1964.

Os EUA temem que o Brasil se fortaleça como um país autônomo, próspero e independente. Conforme eu estou lendo no livro Contendo a Democracia, de Noam Chomsky, a estratégia dos EUA é evitar que outro país se torne próspero, independente e autônomo, que faça frente ao poderio estadunidense na geopolítica e na economia mundial.

A opressão política e econômica já foi tentada, mas agora a opressão cultural é que está havendo, como forma de enfraquecer o povo brasileiro e, embora não se elimine o patrimônio cultural brasileiro, o torne cada vez mais privatizado na apreciação particular das elites "ilustradas".

Enquanto isso, financia-se uma boa parcela de intelectuais para promover a mediocrização cultural, a imbecilização que transforma o povo pobre numa caricatura, inserindo os mesmos valores e métodos da espetacularização do entretenimento alienado que intelectuais conceituados no mundo inteiro veem como um sério problema, mas aqui é visto como algo maravilhoso.

A CIA tem George Soros, o magnata que se consagrou no Fórum Econômico Mundial, como um de seus colaboradores. Ele tem um método arrojado de enfraquecer a cultura brasileira. Financia instituições no mundo inteiro, que transformam culturas locais em arremedos comerciais e caricatos, e assim transforma-se as classes populares locais em caricaturas de si mesmas.

No Brasil isso acontece, e Soros dilui seu dinheiro em instituições brasileiras diversas, financiando indiretamente intelectuais, cineastas, artistas e jornalistas "independentes" que apostem na campanha da bregalização do país.

A bregalização cria um verniz de "diversidade cultural" que não passa de uma extensão "etnográfica" do conceito neoliberal de "livre mercado". E enfraquece o povo pobre transformando-o numa massa conformista, abobalhada, que não faça ameaças ao poderio midiático e ao mercado dominante.

As únicas "ameaças" possíveis são para supostas elites que o discurso intelectual questiona e que só existem na imaginação delas. Uma forma "modernizada" das elites moralistas e aristocráticas de 1910, que "ressurgiram" assustadas com os fenômenos "populares" que aparecem no rádio e na televisão.

Só que essas elites de 1910 foram guardadas no cemitério do tempo. Não iriam ressurgir como fósseis reanimados pela intelectualidade cultural dominante. Esta é que cria um discurso falso, para impressionar a opinião pública e para entregar o futuro do folclore brasileiro nas mãos de empresários "culturais" inescrupulosos, que namoram escondido os barões da grande mídia.

É só ver o claro apoio de multinacionais - ou transnacionais, conforme o discurso neoliberal atual - aos ídolos "populares" e a todo esse entretenimento associado. Barões da mídia, investidores estrangeiros, latifundiários, políticos conservadores, todos eles dão o maior apoio. A intelectualidade "bacaninha" faz vista grossa, mas é justamente isso que acontece.

Através desse processo, os EUA e as elites brasileiras associadas querem que o povo pobre fique enfraquecido culturalmente. Falam em "cultura transbrasileira" para tranquilizar as pessoas. Conversa para o gado dormir.

O que querem, com a bregalização do Brasil, é que o povo pobre só tenha dinheiro, mas não tenha a verdadeira qualidade de vida que vai muito mais além do simples consumismo e algumas garantias institucionais. Qualidade de vida tem a ver com cidadania, com valores sócio-culturais sólidos que tenham a ver com progresso social.

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