quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"BOAZUDAS" TERIAM SIDO ORIENTADAS A SE PASSAR POR "CARENTES"


Por Alexandre Figueiredo

Num contexto de crise da vulgaridade feminina, as "musas" que tentam resistir a um processo natural de "seleção da espécie", buscam seus derradeiros apelos protegidas pelo pretexto do "popular" e dotadas da habilidade de seus empresários.

Como se sabe, até pouco tempo atrás havia uma "inflação" de mulheres siliconadas ou simplesmente dotadas de "corpos sarados", que nada faziam senão "sensualizar" em situações que estavam ficando cada vez mais repetitivas e cansativas.

Eram "musas" que nada tinham a dizer, ou, quando diziam, falavam bobagens. E cometiam gafes. Independente disso, porém, eram centenas de supostas musas aparecendo na Internet fazendo a mesma coisa.

Das ex-integrantes do Big Brother Brasil as "peladonas", passando por ex-dançarinas de "pagodão", funqueiras e assistentes de palco tanto de UFC quanto de humorísticos de TV, chegou-se a um ponto em que havia "popozudas demais" na mídia, e, para piorar, as veteranas não se aposentavam diante do surgimento de muitas novatas.

Havia até mesmo ex-integrantes da Banheira do Gugu "sensualizando" como se estreassem no mercado "sensual" popularesco. E tudo isso consentido pela intelectualidade dominante, que criou uma tese delirante de que as musas "populares" simbolizariam um "novo tipo de feminismo", reforçado por declarações tipo "ela 'sensualiza' para comprar uma casa para sua mãezinha".

Três "musas" fizeram declarações que dão a falsa impressão de que elas seriam "carentes amorosas". Duas delas são empresariadas pelo esperto Cacau Oliver, Andressa Urach e Nicole Bahls.

Sob a orientação de Oliver, Andressa e Nicole tentam passar a falsa impressão de que "sofrem dificuldades" na vida amorosa. Andressa reclama da "dificuldade" de arrumar um namorado. Nicole diz que está precisando "de um carinho". Tudo para dar uma impressão de que elas não estão vinculadas a um contexto cujos fãs são geralmente machistas e durões.

Carol Dias, que é colega de Nicole Bahls no Pânico na Band (TV Bandeirantes), ficou "solteira" na época em que se tornou a estrela da edição deste mês da revista Sexy. Coincidência? Para "confirmar" a situação, ela disse que prefere homens "sedutores e com pegada", para explicar a "dificuldade" de achar um namorado.

Com isso, o mercado de musas vulgares tenta estimular a libido de um público de baixo poder aquisitivo, mas dotado de valores machistas enrustidos - os tais "machistas-uia", porque reagem às acusações de machismo gritando "Uia!" sem desmenti-las realmente - , numa época de grandes transformações sociais que fazem o mercado de "mulheres-objetos" perder sentido a cada dia.

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