domingo, 8 de setembro de 2013

"FUNK" NADA TEM A VER COM CIDADANIA


Por Alexandre Figueiredo

Foi publicada nas redes sociais da Internet essa imagem de um rapaz que curte "funk" que teria feito uma prova escolar, cometendo um erro que vai contra os mitos difundidos pela intelectualidade brasileira de que o "funk" promove valores ligados à Cidadania, à Cultura e à Educação.

Justamente numa questão ligada à Cidadania, que os intelectuais e ativistas que defendem o "funk" tanto se esforçam para vincular os dois de forma umbilical, o garoto cometeu um erro grosseiro, respondendo a questão de maneira jocosa com um texto mal escrito.

Para a questão 7, que pede "Cite quatro direitos sociais básicos da cidadania", o menino respondeu: "direito de sentar, de quicar, de rebolar e também tem o direito de ficar caladinha".

Isso mostra o quanto o "funk", seja o "funk carioca", seja o "funk ostentação", não exercem qualquer compromisso com a cidadania. E, se observarmos o tipo de pessoas que tocam esse tipo de música, na maioria são membros de gangues perigosas que percorrem as ruas de carro fazendo divulgação "informal" dos sucessos do gênero.

O "funk", associado à pedofilia, à violência, à pornografia e à ignorância, glamouriza a miséria e explora o povo pobre de forma estereotipada e caricata, até bem mais preconceituosa do que sugerem aqueles que se dizem "sem preconceitos" contra o ritmo.

O exercício em questão mostra que "funk" não tem a ver com cidadania. E que é inútil a intelectualidade relativizar e dizer que a imoralidade no "funk" são "outros valores", porque isso mostra um elitismo bastante cruel: progresso moral, para essa intelectualidade, só serve para dentro das casas grandes. Para as periferias, a intelectualidade apoia qualquer baixaria.

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