domingo, 11 de agosto de 2013

TEXTO LIGA COLETIVO FORA DO EIXO A PROJETO DE GEORGE SOROS

  

Por Alexandre Figueiredo

Descobri na Internet  um texto de cerca de dois anos atrás, que comprova a ligação do Coletivo Fora do Eixo com o bilionário George Soros. E, pasmem, não se trata de um texto contra o coletivo, que se tornou o hype da temporada, mas um texto completamente a favor e referente a uma palestra de uma integrante de uma entidade ligada ao FdE.

O texto não cita o nome do bilionário, mas é dedicado ao maior projeto, o "negócio aberto" (open business, em inglês), que, sabemos, é objeto de trabalho da Soros Open Society, empresa que concebeu essa ideia e que foi a pioneira na divulgação da mesma.

Embora não haja dados oficiais a respeito dos investimentos de George Soros no Coletivo Fora do Eixo, vários de seus "ativistas" são propagandistas do "negócio aberto". Há fortes indícios de que o dinheiro de Soros chega aos FdE intermediado por instituições brasileiras, e nomes como Ronaldo Lemos, Oona Castro e outros fazem propaganda aberta do projeto de Soros.

O texto abaixo anuncia a palestra de uma integrante do Instituto Overmundo, vinculado ao Coletivo Fora do Eixo. Olívia Bandeira, coordenadora de pesquisa do Overmundo, havia feito uma palestra no dia 06 de dezembro de 2011 (o texto é seis dias posterior) com o tema "Open Business Models (Modelos de Negócios Abertos América Latina)".

Além de citar, entre os "casos e modelos interessantes", o caso do Coletivo Fora do Eixo, Olívia ainda cita o tecnobrega, ritmo brega-popularesco apoiado pelos barões da mídia do Pará, e cujo maior expoente, Gaby Amarantos, é ligada ao coletivo.

O texto abaixo foi extraído do blogue Radiotube, e para quem interessar o linque original está aqui.

SÓ UMA ERRATA (Do texto abaixo, é claro): O tecnobrega cresceu com o apoio do grupo paraense O Liberal, controlado pela principal oligarquia midiática do Estado, a famiglia Maiorana. Portanto, não procede a ideia de que o tecnobrega cresceu "sem o apoio das gravadoras, de rádio e televisão", até porque vários tecnobregas foram contratados pela Som Livre, braço fonográfico das Organizações Globo.

Open Business ( Negócio Aberto) - O que é isso?

Publicado por: André Lobão, em: 2011-12-08 15:51:59
 
No último dia 06 de dezembro aconteceu no Sesc Santa Luzia, Rio de Janeiro - Centro do Rio de Janeiro, uma roda de conversa com Olívia Bandeira, coordenadora de pesquisa do Instituto Overmundo. Em pauta, uma apresentação de cases envolvendo o projeto "Open Business Models (Modelos de Negócios Abertos América Latina)", uma pesquisa realizada pelo instituto que visa identificar e difundir modelos inovadores de produção e distribuição nos quais o livre acesso às obras produzidas, o uso de tecnologias digitais, a sustentabilidade econômica e a descentralização das oportunidades de inserção no mercado convivem e reforçam-se de maneira equilibrada.

Em sua apresentação, Olivia Bandeira expôs casos e modelos interessantes como o Circuito Fora do Eixo, uma rede de produtores culturais independentes que através de trocas de informações, serviços e experiências, viabilizam um amplo circuito econômico de produção e distribuição da cultura. A rede reúne hoje mais de 50 coletivos espalhados por todo o país. Bandeira citou também o Tecnobrega, um estilo musical que se estabeleceu como segmento de mercado sem o apoio de grandes gravadoras, estações de rádio ou emissoras de televisão. O movimento é considerado um fenômeno cultural de Belém do Pará, em que produtores, DJs e músicos criaram uma cadeia produtiva apoiada nas aparelhagens/equipes de sons e camelôs que vendem discos piratas pelas ruas da cidade.

A partir desses e outros cases apresentados, a roda de conversa suscitou um interessante debate com a discussão sobre os chamados negócios abertos e suas possibilidades no Brasil, discutindo os aspectos da informalidade e formalidade dos modelos e ações coletivas em questão, tendo como referência experiências identificadas em ações baseadas no chamado capitalismo cognitivo ou capitalismo imaterial, em que a criação e subjetividade do homem ganha valorização, com o enfraquecimento  econômico das grandes corporações, situação essa surgida e apoiada com o advento das novas tecnologias de comunicação e informação.

Compareceram ao encontro: o fotógrafo Davy Alexandrisky, gestor do Campus Avançado e coordenador do Ponto de Cultura ME VÊ NA TV e Pontão TV dos Pontos; Monique Franco, professora do Programa de Pós-graduação em Processos Formativos e Desigualdades Sociais da UERJ; da performer e sound designer Mary Fê; Rose Franco da ComCat – Comunidades Catalisadoras entre outros participantes representantes de projetos e iniciativas individuais.

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