sexta-feira, 2 de agosto de 2013

REVISTA BRAVO INTEGRA CORTES DA ABRIL E SAI DAS BANCAS

PEDRO ALEXANDRE SANCHES TEVE BREVE PASSAGEM PELA BRAVO, ANTES DE "PASSEAR" PELAS REDAÇÕES ESQUERDISTAS.

Por Alexandre Figueiredo

A Editora Abril, iniciando nova fase depois da perda do seu empresário Roberto Civita e da crise financeira aguda que atinge o Grupo Abril, decidiu fechar várias revistas, entre publicações próprias e franquias. A Playboy, uma das ameaçadas, permanece em circulação, até porque a multa pela quebra de contrato seria muito amarga para as sofridas finanças da Abril.

Todavia, até mesmo publicações mantidas pela Editora sofreram cortes. A Contigo perdeu sua página própria na Internet. A Playboy demitiu jornalistas. Não será surpresa se, em breve, o sítio da Veja elimine seu arquivo de edições escaneadas, mas isso ainda é um palpite aqui deste blogue.

As revistas cujo fim de circulação foi anunciado são Alfa, Gloss, Lola e Vida Simples. Haverá outras publicações que sofrerão a pena capital, a serem anunciadas até o fim do ano. Outra delas é a revista Bravo, dedicada a assuntos culturais, dentro de uma linha elitista complacente com o brega-popularesco.

A revista chegou a ter como um dos jornalistas Pedro Alexandre Sanches, cria do Projeto Folha, da Folha de São Paulo, antes dele "passear" pelas redações de publicações da imprensa escrita de esquerda.

A revista Bravo havia integrado o movimento de periódicos "sofisticados" da imprensa cultural engajados com a tendenciosa campanha "socializante" do "funk carioca". Assim como o caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, a Bravo apostou em reportagens sobre o "funk" usando com artifício a combinação da narrativa do New Journalism com a abordagem da História das Mentalidades.

A publicação, curiosamente, é homônima a uma revista alemã dedicada ao público adolescente, que até hoje está em circulação e que é distribuída no Brasil em exemplares importados. Mas não há qualquer relação estética ou de direitos autorais entre uma e outra.

A revista Bravo era o reduto de uma intelectualidade tida como "progressista" na abordagem da cultura popular, mas que no fundo adota uma postura indiferente em relação ao poder midiático, em que pese algumas posturas tendenciosas contra os abusos de figuras da grande mídia (seja Marcelo Tas, Eliane Cantanhede ou Ali Kamel).

Com o fim da Bravo, resta a revista Cult (que também teve Sanches na redação) como expoente do nicho "cultura sofisticada receptiva à cultura de massa". Mas, para essa intelectualidade, tanto faz continuar lendo Contigo, Caras e Tititi (será que esta vai dançar?), porque qualquer breguice lhes diverte, o povo pobre tem que servir aos seus espetáculos "etnográficos".

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...