sábado, 3 de agosto de 2013

EM "ALTA", RÁDIO BRADESCO ESPORTES FM DEMITE FUNCIONÁRIOS


Por Alexandre Figueiredo

Contradizendo o quadro paradisíaco das colunas e fóruns de rádio do Brasil, em que os radiófilos só falam em crescimento no setor, principalmente no rádio FM, o Grupo Bandeirantes de Rádio, que chegou a exercer domínio, direto ou indireto, em um quarto do dial FM paulistano, fez uma série de demissões, inclusive a da "nova" Rádio Bradesco Esportes FM, em parceria com um conhecido banco.

Demissões nas FMs do Grupo Bandeirantes não são novidade, e até mesmo na "menina dos olhos" do Rio de Janeiro, a Band News Fluminense FM (que ocupa a frequência da antiga rádio de rock Fluminense FM, 94, 9 mhz), já houve várias rodadas de demissões em massa.

É até irônico que, mesmo com muitos astros da grande mídia - entre eles o âncora da TV Bandeirantes, Ricardo Boechat - , a audiência real da Band News Fluminense FM nunca tenha superado os níveis medíocres de audiência da fase "MTVzada" da Flu FM de 1991-1994, que ia entre 2% e um traço de audiência.

Mas a política de cortes do Grupo Bandeirantes envolve também a "nova" Rádio Bradesco Esportes, que apesar de ser em FM segue a fórmula do velho rádio AM que tenta sobreviver e se autopromover no dial FM, às custas de "modernizações" tendenciosas e superficiais.

Num erro estratégico, o mainstream do rádio AM brasileiro prefere deslocar as emissoras mais rentáveis para a vitrine publicitária das FMs do que promover uma renovação real dentro da Amplitude Modulada.

Daí que, com "rádio AM" velho em FM, não há audiência que seja realmente grande, apesar dos registros tentarem afirmar o contrário. Mas até mesmo as "vitoriosas" Rádio Globo AM e Super Rádio Tupi levam surra no Ibope nas suas aventuras em FM, pois nesta frequência as emissoras contam com audiência comparável a das mais fracas rádios comunitárias.

A demissão na Bradesco Esportes incluiu até mesmo o filho do falecido jornalista da TV Bandeirantes e Band News FM, Joelmir Beting, Mauro Beting, que agora só está na televisão, no jornal e na Internet. Mauro afirmou não estar surpreso com a saída da Bradesco Esportes, acostumado com a realidade instável que vive a profissão de jornalista.

Isso mostra o quanto o rádio também sofre com a crise que atinge jornais e TVs. E que contraria muito a euforia que o corporativismo radiófilo ainda vive. A realidade é mais embaixo. A grande mídia vive uma crise como um todo, e as FMs não estão fora desse contexto delicado.

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