terça-feira, 11 de junho de 2013

CIA, A FARRA COM INTERNAUTAS DOS EUA E COM A CULTURA DO BRASIL

EDWARD SNOWDEN, EX-FUNCIONÁRIO DA CIA, DENUNCIOU O ESQUEMA DE ESPIONAGEM DA AGÊNCIA A INTERNAUTAS ESTADUNIDENSES.

Por Alexandre Figueiredo

Recentemente, o ex-funcionário da CIA (Central Intelligence Agency), o jovem Edward Snowden, denunciou ao jornal britânico The Guardian que a famosa agência de informação do governo dos EUA estava espionando ligações telefônicas e pesquisas da Internet de milhares de cidadãos daquele país.

Já preparando seu exílio em um outro país com valores com que Snowden compartilha, ele provocou o segundo maior escândalo nos bastidores da política norte-americana depois que o soldado estadunidense Bradley Manning e o jornalista australiano Julian Assange divulgaram, no portal Wikileaks, diversas correspondências secretas relacionadas ao governo dos EUA.

Semana passada, Bradley Manning, preso desde 2010 e mantido em condições sub-humanas, começou a ser julgado pela divulgação dos documentos confidenciais. Juntando o caso Wikileaks com a recente denúncia de Snowden, a política dos EUA sofre um sério desgaste em sua reputação e, para piorar, se vê arranhada não somente na política externa, mas também na política interna.

Contrariando a imagem de "democracia" tão mundialmente defendida, as autoridades norte-americanas agora querem punir Edward Snowden e pedir a sua extradição para ser julgado nos tribunais dos EUA. Ele denunciou ainda que a CIA "haqueia todo mundo em qualquer lugar", o que torna grave a imagem da CIA, famosa por ter patrocinado, num passado recente, a onda de ditaduras militares na América Latina.

Eu mesmo tive uma situação estranha quando, pesquisando por nomes ligados à CIA que haviam trabalhado no Brasil, a Internet havia "falhado". Não sei se é coincidência ou não, mas em mais de uma consulta pelo Google por cada nome, a Internet "caiu".

NO BRASIL, É TUDO "FESTA"

E já que se falou na ação da CIA no Brasil, ela estaria atuando no país através do chamado "poder suave", uma forma de domesticação sócio-cultural para evitar que a emancipação das classes populares fortalecesse a soberania brasileira e fizesse do país novamente uma ameaça para a supremacia estadunidense no continente.

Atuando através de várias instituições, sobretudo a Fundação Ford e a Soros Open Society, a CIA tenta intervir na cultura brasileira, em associação às corporações midiáticas e à indústria fonográfica, agindo também no financiamento de movimentos ativistas e atividades acadêmicas ou artísticas que fizessem apologia à degradação cultural no país.

A partir do patrocínio, sutilmente dissimulado, de acadêmicos, cineastas documentaristas e produtores culturais envolvidos com tendências ligadas à mediocrização social mais profunda, a CIA, através de suas instituições "filantrópicas", faz a maior festa com a manipulação da opinião pública para apoiar a breguice dominante no país, que glamouriza a pobreza e transforma o povo pobre em caricatura.

A "FUNQUEIRA" FUNDAÇÃO FORD E SOROS "FORA DO EIXO"

O patrocínio da Fundação Ford e da Soros Open Society estaria sendo diluído em verbas mandadas para instituições ativistas e acadêmicas, que por sua vez financiariam as atividades de pesquisa, divulgação e entretenimento que glamourizam a breguice cultural. Só as duas instituições - há outras - possuem métodos específicos para a defesa da mediocrização da cultura popular brasileira.

A Fundação Ford, conhecida por patrocinar o então professor universitário Fernando Henrique Cardoso, prefere defender projetos que apostem na afirmação de tendências bregas no mainstream, com ênfase sobretudo no "funk carioca", e teria patrocinado não somente as pesquisas de Hermano Vianna, antropólogo, e Ronaldo Lemos, advogado, como também as teses de Mônica Neves Leme sobre É O Tchan e a de Paulo César Araújo sobre os ídolos cafonas.

Já a Soros Open Society, do magnata George Soros, é mais arrojada. Sem deixar de seguir a mesma causa da Fundação Ford, ela tenta atuar numa outra frente, tentando atrair as vanguardas artísticas e culturais para defender a causa popularesca, reforçando a domesticação sócio-cultural através da "cultura de massa" promovida não como mero entretenimento, mas como uma causa supostamente progressista baseada na apologia ao "mau gosto".

A Soros Open Society estaria patrocinando iniciativas como o Jornalismo nas Américas do Centro Knight da Universidade do Texas - espécie de "Aliança para o Progresso" do jornalismo contemporâneo - , além de seu projeto de "negócio aberto" ser representado, embora em caráter não-oficial, pelo modo com que o Coletivo Fora do Eixo trata as "novas mídias digitais", sugerindo que os FdE são patrocinados por George Soros.

Enquanto isso, o povo pobre é tapeado por uma intelectualidade dominante que quer um Brasil mais libertino e menos cidadão, achando que apenas o progresso econômico é o fim em si mesmo e que, fora algumas garantias legais, não se pode promover a verdadeira qualidade de vida para as classes populares, que vai muito além de mero consumismo e mera liberdade de instintos.

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