terça-feira, 21 de maio de 2013

MORRE RUY MESQUITA, DIRETOR DO ESTADÃO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O jornalista Ruy Mesquita, da tradicional oligarquia que controla o jornal O Estado de São Paulo, falecido hoje, pertenceu à geração que acompanhou episódios ligados à crise do governo João Goulart, a ditadura militar e a redemocratização, sendo um dos porta-vozes da linha bastante conservadora que consagrou o jornal na mídia de direita do Brasil.

Morre Ruy Mesquita, diretor do Estadão

Do portal Brasil 247

O jornalista morreu às 20h40 desta terça-feira; Ruy Mesquita foi internado no último dia 25 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; em abril, ele teve diagnosticado um câncer de base de língua; mesmo aos 88 anos, manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação; o jornalista era responsável pela opinião do Estadão desde a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996

247 - Diretor de O Estado de S. Paulo, o jornalista Ruy Mesquita morreu às 20h40 desta terça-feira. O jornaiista foi internado no último dia 25 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Em abril, ele teve diagnosticado um câncer de base de língua. Leia obituário publicado no site do Estadão:

Seguindo a tradição da família, Ruy Mesquita foi um defensor da liberdade, da democracia e da livre-iniciativa, princípios que sempre nortearam a linha editorial do Estado. Ao longo de seus 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil e da América Latina. Presenciou o início da revolução em Cuba, nos anos 50, e foi homenageado pelos irmãos Castro, de cujo regime se tornou depois crítico contumaz.

Reuniu-se com militares antes do golpe de 1964, que apoiou, em nome da defesa da democracia, mas, assim como seu pai e seu irmão, também passou a criticar a ditadura, uma vez instalada. Os três lideraram uma das mais emblemáticas resistências à censura prévia, substituindo as reportagens cortadas por poemas e receitas.

Aos 88 anos, Ruy manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação. Responsável pela opinião do Estado desde a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996, ele se reunia diariamente com os editorialistas para definir as tradicionais "Notas & Informações" da página 3. De hábitos reclusos, dividia seu tempo entre o jornal e a casa, onde se dedicava a leituras. Deixa a mulher, Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, os filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto.

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