quarta-feira, 10 de abril de 2013

THATCHER, UM TERROR SEM UM ÁTOMO DE HUMANIDADE


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Morrissey, o cantor inglês que integrou a banda The Smiths, uma das mais importantes dos anos 80, é uma figura politizada e um dos mais rigorosos críticos da política britânica, sobretudo em relação à família real e aos primeiros ministros. Em relação à Margareth Thatcher, Morrissey tornou-se conhecido por sua ácida oposição, a ponto de ter escrito letras como "Margareth On The Guillotine", que já perguntava, há 25 anos atrás, pela morte da recém-falecida premier britânica.

Thatcher: um terror sem um átomo de humanidade

Stephen Morrissey - The Daily Beast, texto em português publicado no Diário Digital - Reproduzido também nos blogues Blog Sujo e Pizzaria do Poder

Cada movimento que fazia era carregado de negatividade; ela destruiu a indústria manufatureira britânica, odiava os mineiros, odiava as artes, odiava os combatentes da liberdade irlandeses e permitiu que eles morressem, odiava os ingleses pobres e não fez nada para ajudá-los, odiava o Greenpeace e ambientalistas, foi a única líder política da Europa que se opôs a uma proibição do comércio de marfim,  não tinha nenhuma sagacidade e nenhum calor a ponto de seu próprio Gabinete demiti-la. Ela deu a ordem para explodir o Belgrano, mesmo estando fora da zona de exclusão das Malvinas - e navegando em direção oposta ao das Ilhas!  Quando os jovens argentinos a bordo do Belgrano sofreram  uma morte terrível e injusta, Thatcher fez sinal de positivo  para a imprensa britânica. 

De ferro? Não. Bárbara? Sim.  Ela odiava feministas apesar de ter sido em grande parte devido ao avanço do movimento de mulheres que o povo britânico permitiu-se a aceitar que um primeiro-ministro pudesse  ser do sexo feminino. Mas por causa de Thatcher, pode ser que nunca mais haja uma outra mulher no poder na política britânica. Em vez de abrir a porta para outras mulheres, ela fechou.

Thatcher só será lembrada com carinho por sentimentalistas que não sofreram sob a sua liderança, mas a maioria dos trabalhadores britânicos já a esqueceu e as pessoas da Argentina devem estar celebrando sua morte. Os fatos mostram, sem sombra de dúvida, que Thatcher era um terror sem um átomo de humanidade.

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