segunda-feira, 22 de abril de 2013

"FUNK CARIOCA" NÃO É CULTURA DO POVO POBRE


Por Alexandre Figueiredo

Definitivamente, o "funk carioca" NÃO é a cultura do povo pobre nem expressão genuína das classes populares. Isso é comprovado pelo grande lobby midiático e mercadológico que se apoia no gênero, que além disso possui empresários-DJs muito, muitíssimo ricos.

O "funk carioca" sempre se alimentou pelo jabaculê, e nunca foi marginalizado pela grande mídia. Nunca. Desde o começo, as Organizações Globo sempre deram apoio ao "funk carioca", mesmo que seja apenas através da rádio carioca 98 FM, o que influi bastante no mercado.

A propaganda do "funk carioca" não seria possível se não fosse o dinheiro que rola por fora. Há fortunas imensas investidas no "funk carioca" que há quem pergunte se Eike Batista não está tão rico quanto antes porque financiou os funqueiros.

Mas o dinheiro do "funk carioca" vem de "toda parte". Vem até da Fundação Ford e de George Soros, que patrocinam até mesmo a claque uníssona que, em coro, ri quando vê o "funk carioca" ser acusado "injustamente" de ser patrocinado pela CIA, o órgão de informação política dos EUA. Riem como pessoas que querem esconder a verdade e tentam ridicularizá-las sem desmentir com firmeza.

Multinacionais, latifundiários, contraventores, dirigentes esportivos, barões da mídia, todos eles estão envolvidos no patrocínio do "funk carioca" que até mesmo o discurso "socializante" que define o gênero como um suposto ativismo social, foi construído por jornalistas da Folha de São Paulo e das Organizações Globo.

O "funk carioca" é estratégico para os donos do poder criar um simulacro de movimento sócio-cultural para imobilizar a população pobre. E, por debaixo dos panos, promove a degradação moral, o machismo e a imagem deturpada do negro brasileiro através da defesa ao "funk".

Se intelectuais são usados para defender o "funk carioca" com "categoria", através de uma enxurrada de monografias, documentários e reportagens, isso não é muito diferente do que os donos do poder fizeram, seja nos tempos do fascismo alemão e italiano, do macartismo estadunidense e da militância do IBAD-IPES no Brasil dos anos 60. Neles também havia suporte intelectual e "científico" para justificar o "estabelecido".

O "funk carioca" claramente faz apologia à pobreza, glamouriza a miséria e a ignorância popular e transforma as favelas em reféns desse establishment cultural. É tanta choradeira para defender o "funk carioca", vinda até de socialites e antropólogos, mas dez anos desse discurso de "acabar o preconceito (sic) contra o funk" não representaram qualquer melhoria concreta para as classes populares.

Não podemos sequer dizer que a violência e a miséria aumentaram, que o povo pobre não ficou mais inteligente nem esclarecido. Qualquer crítica feita ao "funk carioca" é rebatida de maneira engenhosa pelos seus apologistas, que não medem escrúpulos em se contradizerem num momento ou em outro. Para a defesa do "funk carioca", vale tudo.

Por isso, essa propaganda toda, esse apoio midiático - até o Instituto Millenium apoia, com surpreendente entusiasmo, o "funk carioca" - mostra que o ritmo nada tem a ver com a verdadeira cultura das classes pobres.

Não há ativismo, não há mobilização, e o "funk" não representa ameaça alguma ao poder midiático, político e econômico vigente.Até porque o "funk" é um instrumento eficaz de imbecilização cultural e domesticação e imobilização social das classes populares. Para os barões da mídia, é melhor que o povo "rebole até o chão" do que lutar pela reforma agrária. Essa é a verdade que dói nos nervos da intelectualidade elitista.

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