terça-feira, 23 de abril de 2013

CAPITALISMO ESTRANGEIRO TERIA FINANCIADO PAULO CÉSAR ARAÚJO, APAFUNK E LIVRO SOBRE É O TCHAN


Por Alexandre Figueiredo

Conforme havia adiantado antes, o capitalismo estrangeiro estaria mesmo financiando a intelectualidade e outros ativistas para defender a mediocrização cultural no Brasil. É uma boa pauta para a Carta Capital, o Diário do Centro do Mundo, a Agência Carta Maior e outros da mídia alternativa avaliarem, porque o assunto é grave.

Fazendo pesquisas envolvendo instituições norte-americanas comprometidas com o financiamento de projetos em outros países para dominar focos de ativismo social pelo mundo afora, como a Fundação Ford, a Fundação Rockefeller e a Soros Open Society (do magnata George Soros), e confrontando com a realidade de várias instituições propagandistas da "cultura de massa" brasileiras, constatou-se que:

1) O historiador Paulo César Araújo, para a tese que gerou o livro Eu Não Sou Cachorro Não (publicado pela mesma editora Record que edita livros de Merval Pereira e Reinaldo Azevedo), de seu curso de mestrado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), teria recebido bolsa da Fundação Ford, uma vez que esta fundação investe dinheiro na instituição.

2) A APAFUNK, embora faça mistério sobre as entidades ou empresas que financiam as entidades, aparentemente recebe recursos com parcerias ao lado de organizações não-governamentais. Consta-se, no entanto, que o "funk carioca" é parceiro das Organizações Globo e que uma das organizações parceiras da APAFUNK, a Central Única das Favelas, é financiada pela Fundação Ford.

Ainda há que se investigar muito sobre o assunto, afinal o "funk carioca" não recebe dinheiro do nada. E, além do mais, o fato de certos patrocinadores potenciais do "funk" ocultarem suas marcas pode não significar que elas tenham deixado de investir no gênero, mas de evitar qualquer controvérsia publicitária.

3) A antropóloga Mônica Neves Leme, para fazer o livro Que Tchan É Esse, lançado em 2003 pela editora AnnaBlume, também teria recebido verbas da Fundação Ford, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, que ofereceu bolsas para a tese que originou o livro. O É O Tchan é um dos principais grupos de "pagodão", ritmo derivado da axé-music patrocinada pelos barões da mídia da Bahia e foi politicamente beneficiada pelo falecido Antônio Carlos Magalhães.

4) O Coletivo Fora do Eixo e a ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), esta associada ao Centro Knight da Universidade do Texas (EUA), seriam patrocinados pela Soros Open Society. O Centro Knight é comprovadamente financiado por George Soros. Já o Coletivo Fora do Eixo demonstra ser divulgador das mesmas ideias de "negócio aberto" defendidas pelo magnata, além de adotar posturas estranhas favoráveis a Yoani Sanchez (também defendida pelo Centro Knight) entre outras posições neoliberais.

De concreto, mesmo, sabe-se que Hermano Vianna e Ronaldo Lemos, respectivamente propagandistas do "funk carioca" e do tecnobrega - duas das tendências derivadas da "cultura" brega - , são financiados pela Fundação Ford, enquanto Lemos também recebe financiamento de George Soros.

Mas a necessidade de investigar os demais casos é imperativa, afinal se trata de uma propaganda da mediocrização cultural do Brasil, da inferiorização cultural das classes populares que não pode ser ignorada só porque o discurso intelectual dominante tenta dizer o contrário.

O assunto cabe uma investigação maior da mídia alternativa, pela grande probabilidade de tais denúncias, já que a propaganda pela "cultura de massa" no Brasil, que esconde o desejo de substituir o patrimônio cultural brasileiro pelo hit-parade, pode ser mesmo um projeto do capital estrangeiro e das autoridades norte-americanas de enfraquecer culturalmente o nosso país.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...