terça-feira, 30 de abril de 2013

AS "GATINHAS" CONTRA AS "CACHORRAS"

AS ATRIZES E IRMÃS ELLE FANNING E DAKOTA FANNING: CHARME E INTELIGÊNCIA SEM VULGARIDADE...

Por Alexandre Figueiredo

Infelizmente, no Brasil, o lobby violento que envolve o "funk carioca" está absurdo, com dinheiros que variam das Organizações Globo e da Soros Open Society até mesmo fontes "muito estranhas", faz com que todo mundo corra em defesa desse estilo às custas de ideologismo barato a favor do mesmo.

Já se fala que as tais funqueiras "são mesmo feministas" dentro de uma argumentação que parece correta, mas não é. Agora a argumentação admite que as "musas do funk" surgiram em função de valores machistas, mas os defensores do ritmo agora dizem que elas "querem se libertar" do machismo e "sensualizar" a todo momento como uma "opção de liberdade sexual".

As alegações são politicamente corretas, mas sem muito fundamento. Mas elas são bem engenhosas, levando em conta a obsessão paternalista de uma parte da intelectualidade dominante, inclusive as chamadas "esquerdas médias", de promover a glamourização da pobreza a partir da defesa do brega-popularesco.

Algumas desculpas são introduzidas, como dizer que as "popozudas" do "funk" foram trabalhadoras miseráveis antes, e que agora estão "libertas".  Há também a desculpa da "liberdade do corpo", que também não tem qualquer fundamento, uma vez que o pretexto da liberdade sexual não justifica que tais "musas" mostrem o corpo a toda hora e a qualquer preço.

NÃO EXISTE FEMINISMO NO "FUNK"

Não, não há feminismo no "funk carioca". As "musas" funqueiras, muitas delas falsamente solteiras mas vivendo num matrimônio parecido com o da atriz Totia Meirelles, de Salve Jorge - ou seja, casamento estável com residências separadas - , continuam expressando o machismo, mas dentro de uma postura politicamente correta cujo paralelo está nas chamadas "urubólogas" da grande imprensa.

Afinal, que "liberdade do corpo" é essa em que a mulher acaba sendo escrava do seu próprio corpo? A liberdade do corpo não indica a obrigação de mostrar o corpo a toda hora, porque aí é a "liberdade do corpo" sem qualquer outra liberdade, uma "liberdade do corpo" sem liberdade da alma.

Afinal, o corpo precisa também ser guardado. E não existe "sexo casual" quando o "sexo" se torna pretexto para tudo, para mostrar glúteos em evento de informática, em concurso de beleza, em exposição de automóveis, na praia, nos programas de tevê ou até em temas de mestrado e doutorado. Se as "musas" vivem em função dessa imagem sexual, então não há liberdade, há escravidão.

Não há problema algum da mulher ser sensual. Mas há momentos em que não dá para "sensualizar". Em certos casos, cria problemas, como no incidente de Gerald Thomas agarrando a paniquete Nicole Bahls num evento literário. Sim, Gerald Thomas foi extremamente machista, além de viciado em "polemizar", mas Nicole também fez por onde, com sua roupa "sexy" inadequada para tais eventos.

Isso é que faz a diferença em musas como atrizes, jornalistas e modelos. Juliana Paes é sexy e tem um corpão, mas se ela quiser aparecer com um traje discreto, ela aparece. Na verdadeira liberdade do corpo, o corpo não é obrigado a se esconder nem a se mostrar senão conforme o contexto da situação. E, do jeito que as musas vulgares "sensualizam", elas se tornam escravas de seu próprio corpo.

As funqueiras são machistas até quando falam mal dos homens. O machismo que as funqueiras dizem "combater" na verdade é usado como se fosse um brinquedinho de montar e desmontar, onde a desconstrução discursiva não anula o problema, mas negando-o, o reafirma dentro de uma contradição de rituais e posturas, através de um "baile de máscaras" discursivo.

Se as funqueiras não leram Simone de Beauvoir, Virginia Woolf e Betty Friedan, ou se elas quase nunca ouviram falar de Leila Diniz, isso não influi na falta ou na criação de um "feminismo próprio". E, no "funk carioca", o que existe é um machismo travestido de falso feminismo, porque no fundo o que existe nas funqueiras não é uma consciência feminina, mas uma aparente machofobia ainda que retórica.

O que a intelectualidade não percebeu é que isso tudo é apenas um jogo de cena, já que o "funk carioca" é, acima de tudo, uma música comercial, apesar de todo o coro da intelligentzia de empurrá-lo forçadamente para a vanguarda cultural ou fenomenológica.

Imagine se disséssemos que Miriam Leitão só faz "urubologia" porque foi "vítima da ditadura" e agora "se liberta" dessa condição sendo defensora da "liberdade de expressão"? A "liberdade de corpo" das funqueiras tem esse mesmo sentido de "liberdade de pensamento" defendida até mesmo nos salões do Instituto Millenium.

O ELITISMO ESTÁ NO APOIO AO "FUNK CARIOCA"

Neste sentido, Valesca Popozuda é tão "feminista" quanto Reinaldo Azevedo é "seguidor" de Hugo Chavez. E se a APAFUNK é "patrocinada" até pelo Instituto Millenium, não há como seguir outro caminho. Além disso, o elitismo não está em quem critica o "funk carioca", mas em elogiá-lo, porque é uma forma das elites, com sua visão paternalista, "expurgar" suas neuroses com uma visão condescendente ao povo pobre.

É uma visão estranha, que diz que "o povo pobre, sofrendo, busca sua felicidade". Mas essa visão existe até em documentários e monografias, patrocinados "por fora" pela grande mídia e pelas multinacionais. Por trás dessa "imagem positiva" das periferias, a intelectualidade que se diz "socialmente consciente" adota uma postura de paternalismo que expressa uma mal disfarçada apologia à pobreza.

Credita-se a degradação social como se fossem "valores modernos" e valores na verdade associados ao machismo, à imoralidade e à decadência moral, no entanto, são atribuídos a uma "nova moral popular" que somos desaconselhados a contestar, pois, embora "não sejamos obrigados" a gostar, somos "convidados" a "reconhecer seu valor".

Ou seja, pensar em melhorias culturais e superar a imbecilização cultural que as classes populares sofrem por influência do rádio e da TV oligárquicos é ser "preconceituoso", "elitista" e "moralista"? Muito do que é o "funk carioca" segue valores difundidos pela grande mídia oligárquica, a mesma que tem Merval Pereira, Reinaldo Azevedo e Miriam Leitão como seus porta-vozes.

Só o fato de existir o "funk carioca" não é a libertação da degradação social. Se for assim, esgoto a céu aberto teria o mesmo valor de um jardim de flores perfumadas. A conversa de que se trata da "visão do outro" é um tanto preguiçosa, para uma intelectualidade que esconde seus preconceitos desejando que a miséria e a ignorância popular prevaleçam porque "é lindo, da 'maneira deles' (sic)".

A "REVOLUÇÃO" DAS "GATINHAS"

...A EXEMPLO DAS TAMBÉM ATRIZES CHLOE MORETZ E HAILEE STEINFELD.

Se o "funk carioca" tem as chamadas "cachorras", que são as musas vulgares que tentam forjar o falso feminismo superestimado e bondosamente apoiado pela intelectualidade, no exterior começam a se ascender uma geração de jovens atrizes que dão uma nova visão da feminilidade. São as "gatinhas" que começam a se projetar e serem admiradas até no Brasil dominado pelas "cachorras".

A partir da atriz franco-inglesa Emma Watson, outrora estrela da saga Harry Potter e hoje considerada uma das maiores musas da atualidade, várias jovens atrizes passaram a expressar inteligência, talento e até mesmo sensualidade de uma forma discreta e invulgar que faz com que as pretensas "feministas" que "sensualizam demais" no Brasil tenham vergonha de si mesmas.

São atrizes que têm muito o que dizer e que mostram que possuem beleza e forma física sem apelar para a vulgaridade. E não é pelo fato de várias serem ainda adolescentes, mas também porque sabem que os EUA mergulharam na imbecilização cultural dos anos 80, que em muitos aspectos serviu como referência para a "maravilhosa cultura das periferias" do Brasil dos anos 90 para cá.

Atrizes como Dakota Fanning e sua irmã Elle Fanning, assim como Chloe Moretz e Hailee Steinfeld, além de Annasophia Robb, Saoirse Ronan e outras, são jovens beldades que realmente dão como superado o machismo que as funqueiras, a título de "combaterem", o legitimam no contraditório jogo discursivo.

Pois não existe a vulgaridade travestida de "novos valores" porque não é uma "vulgaridade que se liberta" mas uma negação natural da vulgaridade. As jovens "gatinhas" revelam muito talento, e sensualizam discretamente, não por causa da pouca idade, mas também porque não querem ser mulheres-objetos.

A formação familiar delas já estimulava-as a ter opinião própria, a ter o mínimo de decência no comportamento, a ver a realidade de forma autocrítica. Mulheres como as irmãs Dakota e Elle, portanto, já nasceram num contexto anti-machista, e podemos garantir que o novo feminismo deste século não tem a ver com "musas" nascidas do machismo, mas de famosas que seguem a verdadeira emancipação feminina.

A emancipação feminina não deve se tornar uma escravidão do corpo. A "liberdade de corpo", na medida em que se torna uma obsessão, deixa de ser liberdade para ser uma escravidão. E se a alma feminina está submetida a essa "liberdade do corpo", "sensualizando" a toda hora e a qualquer preço, é porque essa liberdade não existe, tornou-se escravidão, o "erotismo" visto como mercadoria e opressão da alma.

Ora, se um Gerald Thomas aparece agarrando uma paniquete, imagine então quantos brutamontes já fizeram o mesmo com as fãs do "funk carioca" que "sensualizam demais"? As funqueiras nunca seriam feministas porque elas nunca rompem de fato com o machismo, até porque são justamente os machistas, muitos "da pesada", que mais ouvem "funk carioca" nos subúrbios brasileiros.

Já as "gatinhas" dão um grande banho nas "cachorras", porque não fazem falso feminismo com a escravidão do corpo, e mostram uma inteligência e uma simplicidade que as arrogantes funqueiras não têm. Portanto, não valeu essa mentira de que o "funk carioca" é "feminista".

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