sexta-feira, 26 de abril de 2013

A PRIVATARIA É IMORTAL: CAMPANHA GANHA CORPO E AVANÇA CONTRA FHC


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé lançou seu núcleo fluminense no Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, na Rua Evaristo da Veiga, 16, 17° andar, próximo à Cinelândia, na Cidade Maravilhosa. E, já em funcionamento, o novo núcleo promove hoje à tarde a campanha para registrar a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Jr. à Academia Brasileira de Letras, disputando com o próprio Fernando Henrique Cardoso, um dos "personagens" do livro A Privataria Tucana, sucesso editorial de 2011 e 2012.

A Privataria é Imortal: campanha ganha corpo e avança contra FHC

Por Leonardo Wexell Severo - Portal da CUT, reproduzido também no portal Barão de Itararé, blogue Conversa Afiada e no Blog do Miro

A campanha “Amaury Ribeiro Júnior na Academia Brasileira de Letras” ganhou novo impulso após a entrevista coletiva realizada com nomes pesados da blogosfera e da mídia alternativa – transmitida ao vivo pela TVT –, na noite desta terça-feira (23), no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, em São Paulo. Durante uma hora e meia, o autor de “A privataria tucana” demonstrou as razões pelas quais sua candidatura à “imortalidade” vem mobilizando tanta gente, em contraposição à indicação de Fernando Henrique Cardoso.

Esbanjando bom humor, Altamiro Borges (Blog do Miro) e Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada)  fizeram o preâmbulo, ridicularizando o mau gosto da indicação do tucano, citado para a cadeira 36 da ABL pela pena de Celso Lafer, o submisso ex-ministro de FHC. Sem o mínimo de dignidade e respeito à representação do povo brasileiro, de forma vexatória, recordaram, Lafer retirou os sapatos para entrar nos Estados Unidos.

Amaury Ribeiro responde blogueirosAmaury Ribeiro responde blogueiros

Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania) lembrou que o silêncio dos grandes conglomerados de comunicação sobre a obra “imortal” de Amaury fala por si, e da repulsa popular à grande “obra” de Fernando Henrique, a dilapidação do patrimônio público nacional. “Na caminhada até a sede da ABL para protocolar a candidatura do Amaury vamos lançar a campanha ‘A cadeira 36 é nossa’, para que FHC não a privatize”, ironizou Sérgio Cruz, representando o jornal Hora do Povo.  

Rodrigo Viana (O Escrevinhador) condenou a tentativa de “assassinato da reputação” de Amaury, jornalista que trabalhou em O Globo, Correio Braziliense, IstoÉ, Estado de Minas, e hoje é produtor especial de reportagens na TV Record, e que já ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. “Esses jornais que Amaury trabalhou, inclusive para a família Marinho, começaram a tratá-lo como um cidadão de segunda classe, quase como um bandido”, frisou Rodrigo, denunciando o “cerco pessoal” a que o jornalista foi submetido.

Para Joaquim Palhares, coordenador da Carta Maior, como a figura de Fernando Henrique está colada com as privatizações, “com um governo que quebrou o país três vezes”, a candidatura de Amaury representa o necessário contraponto das forças progressistas e da nação brasileira.

CONTRA DILMA, MÍDIA TIROU A MÁSCARA

Amaury avalia que os conglomerados privados de mídia tiveram um papel militante, de oposição à candidatura de Dilma Rousseff, perfilados com o tucano José Serra. “Na eleição passada a imprensa tirou a máscara mesmo, nem tentou disfarçar, e partiu para a canalhice de vez. Disseram: nós temos candidato e vamos fazer qualquer jogo sujo. Perderam a vergonha mesmo. Só não foi uma tragédia graças a vocês, que eles chamam de ‘blogueiros sujos’, que fizeram a diferença e evitaram um massacre. Se não fossem vocês, eu também estaria morto”, declarou.

Essa campanha de desinformação e calúnias da mídia tinha um propósito. “Todos os dias eles me colocavam no jornal Nacional como um bandido”, lembrou o autor, alertando que para levar Serra ao segundo turno era necessário blindá-lo e acusar os denunciantes sobre os crimes da privatização. Essa “verdadeira roubalheira” tem sido escondida, "porque não há um promotor de justiça, delegado da Polícia Federal ou juiz que não tenha o livro, só não tem apuração".

“CONCESSÃO É PRIVATIZAÇÃO”

Ao condenar a "maquiagem de privatização" atualmente em curso no país, Amaury destacou que  “concessão como a dos aeroportos,  de certa forma é privatização”. “Isso foi a maior bobagem que esse governo fez, pois conseguiu levantar uma coisa que estava praticamente morta”. [O processo de “privatizações através de concessões” foi assumido pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que tem outra avaliação sobre a “bobagem”]. Infelizmente, disse Amaury, “agora temos que ouvir a Elena Landau dizer que a Dilma é a mãe das privatizações”, o que além de ser ruim para o país, desarma a militância do ponto de vista político e ideológico e confunde a população. Essa inflexão do governo, informou, repercutiu negativamente nas vendas do seu livro, que tiveram vertiginosa queda após o anúncio dessas "concessões", jogando um balde de água fria na contundência da denúncia.

Anunciando que vem aí a Privataria II, o autor recordou que o tema das privatizações é uma marca de um momento histórico cuja “tragédia” não deveria ser jamais esquecida, pelo que representou enquanto dilapidação e entrega do patrimônio público, mas também enquanto dramas pessoais, pois “teve gente que se matou”.
Sobre a campanha popular em defesa da vaga na ABL, o autor foi enfático: “O candidato é o livro, a privataria é imortal”.

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