domingo, 17 de fevereiro de 2013

REVISTA VEJA ENCALHA MAIS UMA VEZ


Por Alexandre Figueiredo

A reacionária revista Veja já dá efeitos de que sua decadência é irreversível. Na manhã de hoje, a edição da semana passada, que ilustra esta postagem, foi facilmente encontrada nas bancas das grandes cidades. E não era apenas um e outro exemplar numa e noutra banca distantes, mas uma média de três a cinco exemplares em cada banca.

A situação é grave, para a revista, mas muito confortável para os cidadãos em geral, que, na busca de revistas de informação, acabam preferindo, na pior das hipóteses, revistas menos reacionárias como a Isto É, que de vez em quando mostram um jornalismo correto e menos tendencioso.

A Veja anda envolvida em muitos escândalos, além de adotar uma postura ranzinza e reacionária que faz afastar até mesmo leitores conservadores, que mesmo concordando com muitos pontos de vista pregados pelo periódico da Editora Abril, chegam mesmo a se irritar com o reacionarismo ao mesmo tempo panfletário e rancoroso de seus articulistas.

Seu astro principal, Reinaldo Azevedo, que possui um blogue no portal da Veja, escreve como se fosse um troleiro que mantém um blogue amador. E as posturas que ele defende são muitas vezes ridículas que nem a morte de Oscar Niemeyer ele respeitou, insistindo que o saudoso arquiteto era "meio idiota". E Reinaldo ainda se irritou com as críticas. Sua alma de troleiro falou ainda mais alto.

A Veja condena os movimentos sociais, condenando até mesmo as populações indígenas, que a cúpula da revista adoraria ver extintas para sempre. Veja também defende que o Brasil se submeta ao capitalismo norte-americano, mesmo mandando às favas todo princípio de soberania nacional.

Não bastasse isso, Veja tem como sócios acionários um grupo fascista da África do Sul, ligado ao antigo regime de segregação racial, e seu editor-chefe de Brasília, Policarpo Júnior, atua informalmente como um garoto de recados do amigo e banqueiro de bicho goiano Carlinhos Cachoeira.

Além do mais, Veja ainda publica reportagens pedantes e de crédito duvidoso sobre saúde, tenta criar padrões de comportamento social e de saúde física ridículos, destila seu mau humor criticando tudo quanto é filme e só aplaude grandes capitalistas e sobretudo milionários como Eike Batista.

Com esse currículo, Veja assina sua própria decadência. A revista afasta leitores a cada semana, tanto que chegou mesmo a colocar exemplares para qualquer um pegar por aí. Veja tenta manter os leitores com promoções comparáveis a de revistas de editoras inexpressivas. A decadência de Veja está a olhos vistos. Só seus responsáveis é que não querem admitir.

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