quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CASO NEW HIT: ENQUANTO NÃO HOUVER JUSTIÇA, HAVERÁ ESCRACHO FEMINISTA

GRUPO NEW HIT, QUE HAVIA SE ENVOLVIDO NO ESTUPRO DE DUAS GAROTAS NO INTERIOR DA BAHIA.

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O grupo New Hit levou até as últimas consequências o preocupante "pagodão" lançado ao sucesso comercial a partir do grupo É O Tchan, nitidamente machista e cujo maior sucesso, "Segura o Tchan", faz apologia ao estupro.

Os grupos costumam, além de defender a pornografia obsessiva e valores fortemente machistas, trabalhar uma imagem depreciativa do negro baiano, reduzido a um misto de "pateta" e "tarado". Os medalhões tentam disfarçar, mas já existe a versão "proibidão" do "pagodão" que, à maneira do "funk carioca", faz apologia à criminalidade e até mesmo à pedofilia.

É o caso do New Hit, envolvido no estupro de duas jovens no interior da Bahia, um caso que mostrou a gravidade do "pagodão" que estimulava a exploração sexual das mulheres baianas e, através da manipulação midiática, empurrava as jovens dos subúrbios a fazer assédio sexual de qualquer homem, sem medir critérios de caráter moral ou afinidade pessoal, o que faz as baianas pobres se tornarem vulneráveis ao tráfico internacional de mulheres e à prostituição em geral.

Caso New Hit: Enquanto não houver justiça, haverá escracho feminista!

Marcha Mundial das Mulheres - Extraído do Blogue Maria da Penha Neles

Salvador, 20 de fevereiro de 2013

O último dia do julgamento da Banda New Hit foi adiado para os dias 03,04 e 05 de setembro. Os advogados de defesa solicitaram à juíza o cancelamento do 3º dia de depoimentos com a justificativa de que as testemunhas de acusação não foram encontradas. Nítida manobra da defesa para adiar a condenação.

Além do sofrimento do crime em si, as vítimas estão distantes da sua cidade, afastadas do convívio social e com as suas liberdades cerceadas, condição que gera a revitimização das garotas, que além de sofrerem violência sexual, sofrem atualmente com a prisão e ameaças de morte, enquanto os homens, autores do crime, encontram-se em liberdade. O Estado de Direito está conivente com a naturalização da violência contra a mulher.  

O crime hediondo cometido em Ruy Barbosa contra duas adolescentes, pelos integrantes da banda New Hit, com a conivência e violência de um policial militar no dia 26 de agosto de 2012, não será esquecido por nós.  Fazer isso é corroborar com o estupro e com a culpabilização das vítimas pela violência sofrida. Não podemos permitir a naturalização de atos como esse, de tamanha barbaridade e crueldade, fundamentados no machismo que subordina, oprime e assassina milhões de mulheres.
     
Convocamos todas as organizações, movimentos, entidades, mulheres e homens que defendem uma sociedade justa e igualitária para juntar-se a nós na mobilização pela condenação dos estupradores. É preciso organizar-se. Por isso, convidamos todas e todos a participarem da reunião que acontecerá  na próxima quarta-feira, 27 de fevereiro, às 17h, na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, em Salvador (BA).

No dia 16 de outubro de 2012, nós, mulheres, militantes da Marcha Mundial das Mulheres, escrachamos o estuprador Eduardo Martins que descansava em sua casa de veraneio em Guarajuba (BA). Hoje, afirmamos: MAIS ESCRACHOS VIRÃO!

Até que os integrantes da Banda New Hit sejam julgados e condenados não descansaremos! Temos direito a uma vida sem violência e lutaremos por isso. ENQUANTO NÃO HOUVER JUSTIÇA, HAVERÁ ESCRACHO FEMINISTA!

Seguiremos em Marcha até que todas sejamos LIVRES!

Eu to na rua, é pra lutar, por um Projeto Feminista e Popular!

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