domingo, 10 de fevereiro de 2013

A FARSA DOS "CHICLETEIROS SOCIALISTAS"

BELL MARQUES E AÉCIO NEVES - Companheiros de causa.

Por Alexandre Figueiredo

No Orkut, anos atrás, houve uma farsa de uma comunidade de "chicleteiros socialistas" dentro daquele pretensiosismo torto de muitos jovens, na ânsia de serem sempre "tudo de bom", querem ser aquilo que realmente não são, adotando posturas desmentidas pelas atitudes nada boas.

Pelo contrário, as pretensas posturas desses jovens brasileiros, imbecilizados pela grande mídia, de serem "esquerdistas" quando são de direita, de serem "nerds" mesmo praticando bullying contra nerds de verdade, de serem "alternativos" e "diferentes" mesmo apegados a mesmice do comercialismo musical, acabam sempre escondendo pessoas muito mais reacionárias do que se imagina.

Pois os fanáticos da banda baiana Chiclete Com Banana haviam posado de "esquerdistas" nesses tempos em que o sucesso da banda parecia se ampliar para o território nacional. Era uma postura ao mesmo tempo burra e hipócrita. Bastava ter cara de surfista para dizer que é "marxista". Gente que acha que socialismo é cheirar pó e pensa que Che Guevara é irmão de Bob Marley.

É evidente que a onda de pseudo-esquerdismo que predominou durante todo o governo Lula foi um modismo dos mais tendenciosos que aconteceram na história do Brasil. Da noite para o dia, pessoas que se comportavam feito tucanos felizes passaram a ser "esquerdistas" se apoiando em palavras rasas e vagas como "popular", "progressista" e "bem estar social".

Quem não se lembra de um Eugênio Arantes Raggi? Ele, no fórum Samba & Choro, forçando a barra ao falar mal de seus heróis da mídia direitista, como o casseta Marcelo Madureira, que poderia muito bem acolher o professor Eugênio, mineiro, nos salões do Instituto Millenium por conta das abordagens que Eugênio Raggi havia feito sobre cultura popular, bem ao sabor do neoliberalismo tropitucano.

Pois a onda de pseudo-esquerdismo fez muitos de seus "militantes" falarem mal de seus heróis, enquanto adotam posturas falsamente progressistas, apoiados por um pretexto do "popular" do qual eles não tinham a menor noção, porque as classes populares, muitas vezes, eram compreendidas por eles pela relação patronal que eles exerciam sobre suas empregadas domésticas.

No caso dos "chicleteiros", como são conhecidos os fanáticos fãs da banda Chiclete Com Banana e seu "guru" Bell Marques, a situação é extremamente incoerente, lembrando que a axé-music, através desses grandes grupos de trios, se tornou um gênero elitista, feito para plateias ricas, enquanto o "pagodão" e o arrocha são reservados para as classes média e baixa.

Bell é considerado um dos homens mais ricos da Bahia e havia sido politicamente beneficiado pela influência de Antônio Carlos Magalhães no mercado de entretenimento local, sobretudo através das rádios comandadas por seus afilhados políticos.

Certa vez, Bell Marques, geralmente um homem de barba espessa, havia exigido um cache muito alto só para tirar a barba numa ocasião, durante uma edição do Carnaval da Bahia. Era uma forma de fazer propaganda de uma marca de aparelho de barbear e criar uma "novidade" para os "chicleteiros", ainda que tenha feito Bell a imagem e a semelhança do personagem Seu Mendonça, de A Grande Família.

Houve, na imprensa baiana, denúncias de que Bell Marques havia feito sonegação fiscal, declarando à Receita Federal um patrimônio menor do que realmente tem. Ele possui muitos prédios, latifúndios e já pensa em ser criador de gado, enquanto em nome do dinheiro chegasse a abandonar até mesmo músicos de apoio de sua banda, reduzidos a meros empregados, como o guitarrista Cacique Jonny, seriamente doente.

Portanto, trata-se de um perfil que nada tem de socialista. O socialismo de mentirinha dos chicleteiros foi uma onda que a ninguém convenceu, até porque não tem causa, nem princípios, sendo mais uma farra de grupos de jovens com o pretensiosismo do momento.

Afinal, o Chicletão e seu astro maior, Bell Marques, simbolizam o que há de mais capitalista na Bahia, um capitalismo até mesmo doentio, embora envolto num clima de aparente simpatia e alto astral. Tudo é festa, mas por trás dessa festa toda, impera um mercado muito, muito voraz. Neoliberalismo puro.

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