quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

REVISTA SÍMBOLO DA MÍDIA MACHISTA ELEGE SUAS "MELHORES"


HENRIQUE ROSSI, EDITOR DA REVISTA SEXY, PRINCIPAL VEÍCULO DA MÍDIA MACHISTA BRASILEIRA.

A revista símbolo da mídia machista, a Sexy, publicou uma edição "comemorativa" com aquelas que seus editores e leitores consideram "as melhores de 2012".Principal concorrente brasileira da revista Playboy, da Editora Abril, a revista no entanto é conhecida por priorizar musas de terceiro escalão da apreciação masculina, já que a Playboy fica com a segunda e, às vezes, primeira categoria.

Pois a edição das "melhores" mostra as mesmas "musas" que até hoje não disseram a que vieram. E por isso alimentam sua fama através da imagem de meros objetos sexuais, sem fazer algo diferente que possa mostrá-las como seres humanos com alguma atividade relevante que justificasse a fama conquistada.

Pelo contrário, elas sempre dependem da imagem "sensual" para serem famosas. Não há uma ocasião em que elas pelo menos tivessem o escrúpulo de "poupar" os dotes físicos para usar trajes discretos e nem fazer uma entrevista na qual não falem de noitadas, praias, cuidados com o corpo ou relações amorosas.

O pior é que elas se acham cheias de atitude, só porque quase todas elas aparentemente não vivem sob a sombra de uma relação conjugal. É evidente que várias delas são obrigadas a romper namoros, outras a esconder relações amorosas ou até mesmo casamentos - que são sólidos na privacidade, mas "definitivamente extintos" na visão oficial da mídia - , tudo para não comprometer o "trabalho" que fazem.

A intelectualidade associada, que acha que a mediocridade cultural é o "novo folclore brasileiro", tentou definir essas pretensas musas como "feministas modernas". Mas foi Bia Abramo arrumar problema com as profissionais de Enfermagem, preferindo defender as "musas do funk", para os "acadêmicos da cultura brega" tirarem seu bloco da avenida.

Afinal, essa intelectualidade sabe que, no seu meio, existem ativistas sociais sérios, sobretudo mulheres, que se empenham para pesquisar e combater os problemas enfrentados pelas mulheres brasileiras, muitos deles trágicos e complicados, mas incluindo também a própria exploração sexual opressiva da imagem da mulher, reduzida a um mero "brinquedo" para o imaginário masculino.

Aliás, deveríamos dizer até "falta de imaginário", na medida em que mesmo as "fantasias" já aparecem prontas, com a "mulher-fruta" tal vestida de fada-madrinha, a ex-BBB qual vestida de diva de Hollywood, e por aí vai. Na mídia consumista, tudo já vem pronto a "pedido do freguês".

E no Brasil provinciano, essas "musas" são vendidas como se fossem "mulheres modernas". Nas classes populares, elas podem até soar um pouco pitorescas, extravagantes e exóticas, mas a grande mídia sempre se empenha em promovê-las como ideais de "mulheres bem sucedidas" para as jovens moças das periferias.

No entanto, na sociedade em geral, nota-se que o superficialismo dessas "musas populares" já começa a sofrer uma rejeição cada vez crescente, como na figura abaixo, onde internautas diversos chegam a ser agressivos na sua indignação com a vulgaridade feminina.

Até mesmo ex-BBBs, como Mayra Cardi, repercutem mal quando se limitam a bancar as "sensuais" até mesmo em situações impróprias, e, em tempos de novo Big Brother Brasil, de moças assim se espera novas e constrangedoras gafes.

Por isso, num contexto em que vivemos, a vulgaridade feminina começa a mostrar sua crise. Mas o mercado insiste, porque ainda temos uma mídia bastante velha, apegada às fórmulas podres dos anos 90, época de ditadura midiática plena. E a revista Sexy, do jovem mas "influente" diretor Henrique Rossi, faz parte desse setor recreativo da ditadura midiática, aquela que escraviza os instintos do público consumidor.


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