sábado, 26 de janeiro de 2013

PSDB E SUA PROPAGANDA


Por Alexandre Figueiredo

Em que pesem as críticas que a sociedade em geral faz ao governo Dilma Rousseff e a certos pontos de vista pessimistas em relação ao Brasil - como a sua situação desvantajosa entre os BRICs (grupo de países emergentes que inclui também Rússia, Índia e China - , o artigo de Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, foi de um reacionarismo feroz, como se Sérgio fosse um colunista de Veja.

É verdade que o governo Dilma não é aquela maravilha política e que o PT está longe de merecer uma avaliação necessariamente otimista. Mas foi acertada a medida de redução da tarifa de energia elétrica anunciada pela presidenta, porque, embora tenha o consumismo como efeito colateral, irá favorecer a produção industrial com menos custos.

Usando argumentos "corretos" bem ao estilo de Reinaldo Azevedo, Sérgio Guerra, em seu artigo, mais parece um propagandista maior do que o que ele acusa a presidenta de ter feito, no seu pronunciamento. Sérgio cobrou de Dilma que "encare o problema (do PIB, que encerrou 2012 em baixa) de frente", mas se algum tucano estivesse no poder a hesitação seria até pior.

Sérgio tenta falar como se fosse um político em propaganda. Algumas argumentações são corretas, como as críticas à transposição do Rio São Francisco, mas elas não integram a agenda ideológica de tucanos nem de petistas. O artigo tenta parecer coerente, mas é apenas um amontoado de palavrinhas bem apresentadas que mostram que o PSDB sabe cobrar bem aquilo que não seria capaz de fazer, se estivesse no poder.

Daí os governantes paulistas, como Geraldo Alckmin e, até pouco tempo atrás, José Serra, que fizeram (e Alckmin continua fazendo) administrações impopulares em total desprezo ao interesse público. Na presidência, Geraldo Alckmin e José Serra colocariam o país na quebradeira, como fez Fernando Henrique Cardoso depois do relativo sucesso do Plano Real.

Para quem quer ler o artigo de Sérgio Guerra, até para saber o tom de sua propaganda, pode ir a este linque

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