quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CPI DO CACHOEIRA E COVARDIA POLÍTICA


IMPUNE, CARLINHOS CACHOEIRA PODE CURTIR O REVEILLON E ATÉ A LUA-DE-MEL COM SUA MULHER ANDRESSA MENDONÇA

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira terminou sem fazer qualquer punição. Durante todo o seu andamento, as "negociações" políticas tentaram evitar que certos acusados viessem a dar depoimentos, enquanto outras manobras simplesmente barravam a investigação de outros acusados.

Ocupada no caso do "mensalão", a grande mídia esnobou a CPI do Cachoeira e agora graceja diante da vontade débil dos parlamentares responsáveis diante da investigação desse gigantesco esquema de corrupção que periga se reativar com mais força ainda, já que possui ramificações na grande mídia e até entre figuras como Jaime Lerner e Ricardo Teixeira.

CPI do Cachoeira e covardia política

Por Altamiro Borges - Blog do Miro

Por 18 votos a 16, o relatório final da CPI do Cachoeira, elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), foi rejeitado nesta terça-feira (18). O documento pedia o indiciamento do mafioso Carlinhos Cachoeira, do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do ex-sócio da construtora Delta, Fernando Cavendish, entre outros. Os votos do PSDB e de parte do PMDB foram decisivos para o fim melancólico da CPI. No final da sessão, foi aprovado apenas um requerimento que pede ao Ministério Público Federal que continue as investigações.

O resultado desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que durou mais de oito meses, evidencia que a correlação de forças ainda é muito desfavorável no Congresso Nacional e que a mídia privada exerce forte influência sobre os deputados e senadores. Na prática, jornalões, revistonas e emissoras de tevê atuaram para sabotar as investigações do CPI, afirmando que ela servia aos interesses do “lulopetismo”. Além disso, o melancólico desfecho confirma os danos causados pela covardia política e pelo pragmatismo exacerbado.

Com a desculpa de que era preciso evitar o confronto, o relator Odair Cunha foi pressionado a retirar do seu relatório o pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Jr., editor da revista Veja, e de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Isolado, o deputado mineiro rendeu-se à pressão, alegando que cortava o “secundário” para garantir a aprovação do relatório final. O vexaminoso recuo, porém, não garantiu nem sequer este desfecho “negociado” nos bastidores do cretinismo parlamentar.

Mesmo após todos os conchavos, o PSDB encaminhou contra o relatório para poupar o tucano Marconi Perillo. Já um setor do PMDB votou contra o documento que pedia o indiciamento do ex-dono da Delta para salvar o governador Sérgio Cabral (RJ). Em síntese, o recuo não garantiu a aprovação do relatório final, desmoralizou as forças que se empenharam nas investigações e nem sequer serviu para politizar a sociedade, desmascarando os amigos íntimos da máfia de Carlinhos Cachoeira – que segue em liberdade!

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