sexta-feira, 2 de novembro de 2012

R7 E SEU "PLANTÃO" DE "MULHERES-FRUTAS"


Por Alexandre Figueiredo

A mídia "boazinha", muitas vezes, age de forma bem piorada que a Rede Globo, no que se refere à manipulação do inconsciente coletivo. Evidentemente as Organizações Globo têm uma influência forte nessa manipulação, em muitos aspectos decisiva, mas no que diz à exploração do grotesco, as concorrentes em muitos momentos levam a melhor, quer dizer, a pior.

O portal R7 é um exemplo, como vimos no seu "plantão" das "mulheres-frutas" do "funk carioca". Com tais atitudes, o portal é um reduto fortíssimo da mídia machista. Ela também tem seu canal das Organizações Globo, que é o portal Ego.

A mídia machista põe muito dinheiro para divulgar as tais "musas populares", baseando no fato de que o termo "popular" absolve qualquer pecado, a palavra "popular" soa tão sedutora que qualquer baixaria em seu nome vira "uma outra modernidade".

O termo poderia ter sido um bom "cabo eleitoral" de José Serra se ele fosse mais esperto. Afinal, ser "popular" na política reacionária não significa comer pastel durante uma caminhada de campanha. É preciso uma identificação natural com essa visão estereotipada e caricata do povo da periferia, visão esta que deslumbra os intelectuais, alguns achando que esta é a "verdadeira imagem do povo".

Há poucos dias, havia citado sobre o compromisso do portal R7 com o entretenimento machista que, sob o termo "popular", garante qualquer gafe, qualquer baixaria, qualquer tolice, porque tudo isso se torna "outros valores", dos quais "não conseguimos entender". O "popular" é isso: usar qualquer desculpa para justificar todo tipo de baixaria que vem das classes populares.

As "musas populares" podem mostrar somente seus "dotes físicos", quando muito associadas a escolas de samba ou times de futebol, ou a noitadas e praia. Podem até ser burras e estúpidas, pois, pasmem, a mitificação do "popular" faz com que tudo isso seja permitido. Sendo "popular", vale qualquer coisa, tudo é válido, a pretexto de ser "divertido".

Falamos muito mal quando Merval Pereira, Ali Kamel, Otávio Frias Filho e companhia falam em "liberdade de expressão", mas aplaudimos quando troleiros ou jornalistas popularescos falam em "liberdade do corpo" para justificar o mercado saturado de mulheres-objetos, essa mídia machista travestida de moderna que ainda investe em falso feminismo à custa do celibato de suas "musas".

Quanto as funqueiras, nada tem o que dizer a respeito delas. E elas não tem coisa alguma a nos dizer. Elas são aliás sinônimo de nada, de coisa nenhuma, mas insistem em aparecer dessa forma tão supérflua e inútil. Além disso, tornam-se arrogantes, exibicionistas, achando que todas as críticas contra elas são "preconceito" ou "inveja", enquanto enchem os bolsos de seus empresários a cada exibição corporal.

Sim, elas têm homens por trás. Seu sucesso tem a sombra masculina, se não de seus maridos ou namorados - uns estrategicamente indenizados e jogados para o mais fechado ostracismo, para não atrapalhar a carreira de suas esposas pseudo-solteiras - , mas a dos empresários de "popozudas" que estão entre os mais ricos do entretenimento brasileiro.

Eles investem muito dinheiro na mídia. Quando o dinheiro é excessivo, os empresários de "boazudas" em geral conseguem aplicar dinheiro até nos portais estrangeiros Egotastic e Popoholic. Mas para eles é suficiente investir dinheiro nas mesmíssimas, rotineiras e repetitivas exibições de glúteos e peitos dessas "musas", para distrair uma demanda de homens pobres ou de punheteiros com algum poder aquisitivo.

É uma forma de anestesiar as classes populares, sobretudo os homens. Estes já são anestesiados pela cerveja, pela música brega-popularesca, pelo fanatismo esportivo, pelo noticiário policialesco, e as "boazudas" acabam sendo servidas como sobremesas, sobretudo as "mulheres-frutas", cujo perfil aberrante é explorado com o mais persuasivo exotismo.

A mídia machista tenta ser sutil nessa conduta machista. Tenta parecer "moderna" e "arrojada". Mas tudo isso é fachada, é embalagem. As "musas" não têm personalidade, só são fetiches, são meras "peladonas", "miss bumbum", "garotas da laje", "mulheres-frutas", paniquetes, ex-BBB e tantas, tantas outras que só ficam "mostrando demais".

Tudo isso cansa, tudo isso enjoa. Mas machista é bruto e teimoso mesmo, para os machistas o "feitiço do tempo" lhes parece bom. O problema é quando até mesmo eles se cansarem desses montes de silicones sem personalidade...

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