quinta-feira, 29 de novembro de 2012

BRASIL FICA EM PENÚLTIMO LUGAR NO RANKING DA EDUCAÇÃO. CADÊ O "FUNK" E O FUTEBOL?


Por Alexandre Figueiredo

Pesquisa de uma consultoria britânica, encomendada por uma empresa especializada em sistemas de aprendizado, divulgou o ranking dos países que investem em sistema de educação no mundo.

Os dados correspondem a levantamentos feitos entre 2006 e 2010.

Os três primeiros colocados, respectivamente, foram Finlândia, Coreia do Sul e Hong Kong.

Quarenta países foram consultados. E onde se situa o Brasil nesta lista?

Em penúltimo lugar, 39º lugar, perdendo apenas para a Indonésia.

Cadê o "funk carioca"? Cadê o futebol? Cadê o entretenimento da grande mídia?

O "funk carioca", com sua choradeira e sua pose de "coitadinho", prometia que iria promover a cidadania e o desenvolvimento social das periferias.

O discurso já tem dez anos e os DJs de "funk" afirmaram na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que o ritmo poderia contribuir para a Educação.

Depois desmentiram, quando viram o "funk-proibidão", fonte de renda de muitos "bailes funk", ser banido nas UPPs.

E o futebol? Fala-se tanto que o futebol traria educação para as pessoas? Que iria trazer a cidadania e os bons valores para a sociedade?

Há muito futebol no país, muitos torcedores, mas nem mesmo ensinar futebol se ensina, porque nas escolas futebol é quase profissional, quem não sabe futebol fica de fora e ainda leva bullying.

E a grande mídia, que possui um "método simplório" de "educação", que é mostrar clipes com professor escrevendo qualquer coisa no quadro negro, crianças rabiscando nos cadernos, recreação nos pátios da escola e gente jogando futebol.

Como se Educação fosse sinônimo de lápis, borracha e caderninho.

E os troleiros da Internet? E os internautas convencionais das redes sociais?

Todo mundo se achando "inteligente", jurando que a "sabedoria" deles já nasceu no berço.

Eles tanto se enfurecem quando são chamados de ignorantes, alienados e desinformados que fazem trolagem, dizem desaforos ou então, para "provar que são inteligentes", mandam mensagens com vírus pelo e-mail.

Mas essa raiva também não adiantou.

O Brasil está em baixa na Educação.

As autoridades investem em Turismo, Carnaval, showmícios pelos roialtes do petróleo, gastam tinta na padronização visual nos ônibus de cada cidade.

Mas deixam de investir em Educação. Acham que basta ouvir rádio FM e ler jornal popularesco que todo mundo vira sábio num piscar de olhos.

Só que o povo se emburrece mais com esses meios. Vide a ditadura midiática.

Não dá para esconder. O Brasil vai mal na Educação.

E isso é crucial para tornar distante o sonho do país virar potência mundial.

Deixemos esse desejo de lado, porque nossa Educação está ruim.

A Educação é que é a palavra-chave do desenvolvimento.

Se ela está mal, o país está mal.

Não serão os gols de Neymar que farão o Brasil virar potência. Nem os MCs e as popozudas do "funk".

Nem os clipes mostrando escolinha primária na televisão.

Se até nossos estudiosos da Educação, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Paulo Freire, são deixados de lado - "educador" é Luciano Huck, é Neymar, é MC Leonardo, é Xuxa Meneghel - , então o país se recusa em discutir a Educação a partir do conhecimento dos ensinamentos desses grandes professores.

E já existe o tal "brega universitário" em vários estilos e tendências.

Dessa forma, não há como o Brasil ir em frente. E isso não é urubologia. É realismo.

Afinal, queremos um país mais sábio, desenvolvimento social tem que ser menos espetáculo e ser mais trabalho, para construir um país melhor, mais inteligente e mais justo.

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