segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BRASIL AINDA SUBESTIMA A NOVA MULHER SEXY


Por Alexandre Figueiredo

O Brasil dá pouco valor ao novo tipo de mulher sexy. A mídia machista não deixa ir adiante. Até temos mulheres que combinam inteligência e sensualidade, e que não exibem sua sensualidade a qualquer preço nem sob qualquer contexto, podendo se comportar discretamente se a situação exigir. No entanto, elas, apesar do destaque dado pela mídia, ainda não conseguem prevalecer por completo na sociedade.

Enquanto isso, as musas "populares" forçam a barra tentando viver das exibições corporais, sem fazer qualquer coisa diferente disso. E ainda se sentem ofendidas quando são chamadas de "garotas de programa", a ponto de ameaçar seus interlocutores com violentos processos judiciais.

Também, o que elas fazem senão mostrar o corpo para a mídia, a título de vender revistas ou atrair audiência para programas de TV e sítios da Internet? No nosso ver, até que o adjetivo "garotas de programa" não tem muito a ver, não optamos por essa acusação, apesar de várias dessas "musas" estranhamente dissolvam precocemente e com muita facilidade relações amorosas mal começadas.

O problema maior é que essas musas "populares" é que não ajudam para afastar tais acusações. Cometem gafes com naturalidade, algumas até mostrando os vasos sanitários dos banheiros onde estão. E não têm o menor interesse em aparecer vestindo discretamente quando a situação recomenda. Pelo contrário, por sua vontade, elas aparecem de biquíni até no Polo Norte, até contrair uma pneumonia fatal.

MUSAS "ANTIQUADAS"

As musas "populares", além de muito vulgares, são muito antiquadas. Elas equivalem àquelas musas que os jornais "populares" de terceira categoria mostram todo dia, "boazudas" que aparecem e somem sem deixar rastro.

Para piorar, além de tantas paniquetes, dançarinas de "pagodão", "mulheres-frutas", musas do MMA, musas do futebol, misses Bumbum, ex-BBBs e até "titias" que haviam se destacado na Banheira do Gugu, agora surgem as "peladonas" para tornar ainda mais farto o "mercado" das "boazudas", e deixar a paciência masculina ainda mais farta delas.

Isso porque elas valem pela punheta do dia, de adolescentes de baixa autoestima que ficam fazendo trolagem quando veem que suas "ídalas" são mal faladas na Internet. Não aguentam sequer quando algum internauta fala que nunca namoraria uma "mulher-fruta" e ainda cometem o cinismo de dizer que esse internauta deveria namorar uma mulher desse tipo, sim.

Reacionários "dente de leite", machistas "uia" sem qualquer coisa importante a fazer, senão viver de seus imaturos, imprudentes e arrogantes impulsos psicológicos. Espécie de equivalentes teen, por sinal cheias de espinhas na cara, de Reinaldo Azevedo e Merval Pereira.

Se as musas "populares" possuem fãs antiquados, que parecem ainda viver num machismo cafajeste de 50 anos atrás, elas também se tornam antiquadas, não apenas pelo que elas contribuem para a mídia machista, mas pelo que elas deixam de fazer diante das novas exigências da sociedade atual.

GEISY VERSUS OLIVIA

A celebridade Geisy Arruda, famosa pelos factoides na Universidade Bandeirantes, há três anos atrás, realizou recentemente uma série de cirurgias plásticas, mesmo tendo apenas 23 anos de idade. Pouco antes, ela havia dado declarações "polêmicas" que alimentaram o sensacionalismo midiático.

Até agora Geisy, que se autoproclama "inteligente" e "invulgar", até agora não deu uma entrevista substancial que possa equipará-la a uma atriz de televisão de primeira linha, por exemplo. Pelo contrário, Geisy, arrogante, ainda havia esnobado sob as acusações de "periguete", perguntando a seus fãs se ela poderia ir a uma festa vestida de "periguete" ou usar roupas comportadas.

Compare ela, por exemplo, a uma atriz como a norte-americana Olivia Wilde, nome artístico de Olivia Jane Cockburn, e que havia adotado o sobrenome em homenagem ao escritor Oscar Wilde, de quem ela é fã assumida.

Olivia Wilde já apareceu de biquíni e em poses sensuais, mas na maior parte do tempo ela usa roupas discretas. A atriz também é garota-propaganda de uma grife de moda, o que mostra seu empenho pelo charme feminino. É capaz de dar boas entrevistas, falando sobre seu trabalho e outras coisas interessantes.

Se Geisy Arruda é considerada "a mais moderna" das "boazudas", ao lado das paniquetes e outras "saradas", com esse comportamento antiquado de falsas polêmicas para alimentar apenas o sensacionalismo midiático, imagine então musas ainda mais vulgares, que de tão temperamentais ficam trocando farpas umas contra as outras.

Os homens acabam fugindo delas. Elas se tornam insuportáveis, como personalidades e mesmo como celebridades. A mídia sensacionalista é decadente, uma Rede TV! da vida é tão retrógrada quanto Veja, um Pânico na Band não é menos antiquado que Merval Pereira. Solange Gomes não é menos "urubóloga", mesmo à sua maneira, do que Eliane Cantanhede.

NOVAS EXIGÊNCIAS

A nova musa sexy não mostra seu corpo o tempo todo. Mostra quando for necessário. A verdadeira musa pode ser sensual e usar roupas sexy, mas pode também usar roupas discretas. Pode falar de sexo e vidas amorosas, mas é capaz de falar sobre política, história, cultura, de forma relevante e interessante.

Se até no mercado de trabalho as exigências indicam que uma pessoa tenha que adquirir novas habilidades e amplos conhecimentos, por que as nossas "musas" têm que ser tão estúpidas e alienadas? Nem o fato de várias delas fazerem faculdade resolve o problema, porque elas estão lá apenas para pegar notas e não para obter conhecimentos. E acabam se passando por "dondocas" e "metidas" entre seus colegas de classes.

Não fosse a blindagem que a mídia machista - portal R7, portal Ego, revistas de fofocas, revista Sexy, Pânico na Band, Furacão 2000 etc - fazem por essas "musas", elas estariam muito mais em baixa do que já estão, incapazes de se adaptar à nova realidade da mulher no Brasil.

A mídia machista tenta capitalizar "positivamente" as gafes e as confusões que essas mulheres fazem. E dá-lhe mais fotos delas "mostrando demais". Isso está ficando repetitivo e cansativo, e temos que ser repetitivos e cansativos ao dizer isso, porque nossa queixa é o reflexo da situação denunciada.

A nova mulher sexy lê livros, mas não os de auto-ajuda. Vai a eventos culturais, que não sejam os popularescos. Diz opiniões próprias, desde que não sejam estúpidas. Podem ser discretas quando possível, e deixar de exibir a forma física quando a situação exigir.

A nova mulher sexy está muito mais para Olivia Wilde, Natalie Portman do que para Gretchen e Carla Perez. Isso a grande mídia e suas "musas" não conseguem perceber. E o Brasil, atrelado a essa ditadura midiática, ainda é capaz de endeusar Nana Gouvea em suas gafes em Nova York, ou uma Geisy Arruda falando bobagens. E nosso país ainda pensa em ser potência mundial com tudo isso. Vá entender...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...