segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A MÍDIA MACHISTA DEPOIS DO "FURACÃO" NANA GOUVEA


Por Alexandre Figueiredo

Depois da repercussão negativa das fotos de Nana Gouvea, que causou indignação até mesmo na imprensa estrangeira, a mídia machista sacou seu talão de cheques e bateu o pé: investe pesado na divulgação das mulheres-objetos na marra, para fazer prevalecer seu "doce machismo".

Ex-BBBs foram jogadas para mostrar sua "boa forma" em eventos de música eletrônica na Bahia. E uma outra ex-BBB, Laísa Portela - aquela que se deixou fotografar caída no chão de um supermercado na Flórida - , perdeu uma boa oportunidade para firmar relação com um cirurgião plástico, numa época em que uma Ticiana Villas-Boas faz segunda festa de núpcias com seu marido (a jornalista casou-se no civil no ano passado e, recentemente, se casou no religioso), economista e empresário.

As mulheres-objetos, que não têm o que dizer e vivem de mostrar seus "dotes físicos", insistem em se manter no mercado. A má repercussão da ex-estrela da Banheira do Gugu, nos anos 90, nas fotos diante de áreas atingidas pelo furacão - sessão que Nana agora desmentiu que sejam "sensuais" - , não intimidou a mídia machista e suas pupilas.

No último fim de semana, pode não ter havido aparentemente a sobrecarga de 50 "musas populares" que foram se "mostrando demais", mas "teve direito" a Miss Bumbum posando de biquíni, a funqueira Valesca Popozuda apalpada pelos fãs e a Mulher Melancia "procurando um novo amor" (embora rumores indiquem que a Andressa Soares, identidade real da moça, já tem namorado).

Não bastasse isso, as paniquetes, como se vê nesta foto, apareceram vestidas de "cachorrinhas" usando um maiô que mostrava os umbigos (preferimos evitar esse detalhe, para não atiçar o apetite dos punheteiros que visitam o Google).

Evidentemente, elas são boa parte do "atrativo" de um humorístico famoso por humilhar as pessoas, o Pânico na Band, que hoje, na TV Bandeirantes, tornou-se parceiro e cúmplice de outro humorístico, o CQC, ancorado por Marcelo Tas, sócio do Instituto Millenium.

Um dos derivados do CQC, o Agora é Tarde, havia entrevistado Valesca Popozuda meses atrás, e seu público deu um grande respaldo, o que indica que a ditadura midiática tem a habilidade de promover o espetáculo de entretenimento com mais sutileza do que se imagina.

As funqueiras e "popozudas" em geral fazem a festa da mídia machista. Seus defensores falam em "liberdade do corpo", da mesma forma que os reacionários comentaristas da nossa imprensa falam em "liberdade de expressão". Tudo a ver.

É o mesmo discurso reacionário. A diferença é que, para certo público, o reacionarismo da mídia machista lhes oferece mais orgasmo, apesar do espetáculo repetitivo das mesmas "musas" que nada têm o que dizer, mas que ficam "mostrando demais".

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