sábado, 27 de outubro de 2012

O FALSO FEMINISMO DAS "BOAZUDAS"


Por Alexandre Figueiredo

A vulgaridade feminina, que explora a mulher como se fosse um mero objeto sexual, alimenta um poderoso mercado milionário da mídia machista.

Mas para não repercutir de forma negativa, a mídia machista lança mil artifícios que fazem com que esse comércio machista de glúteos e peitos femininos pareça algo "moderno" e até "feminista".

O pseudo-feminismo das "boazudas", reforçado sobretudo pelo aparente celibato das mesmas - algumas chegam a não medir escrúpulos para iniciar namoros de apenas três semanas e casamentos de apenas três meses - , tenta parecer "moderno" com o pretexto da "liberdade do corpo" e de uma certa atitude compotamental "arrojada" (ou quase isso).

Há a tendenciosa evocação de musas autênticas como Marilyn Monroe e a fictícia Betty Boop, ou as sessões de fotos com "popozudas" vestidas de fadas dos contos infantis. Há a aparição de algumas delas em exposições de carros, mas sendo muito mais uma apropriação desses eventos para a mera exibição das "máquinas sexuais".

Há, também, uma atitude falsamente "multimídia" ou mesmo um bissexualismo forçado. No primeiro caso, são as fotos "sensuais" inéditas, publicadas nas redes sociais da Internet. Principalmente como um meio de tentar "interagir" com seus seguidores.

No segundo caso, há o suposto lesbianismo que faz com que essas "musas" tentem conquistar o público GLS, até camuflando o "universo" cafona de muitas delas com uma atitude de "libertação sexual" tendenciosa. Houve até o caso da funqueira que abriu um concurso para contratar um transexual para o trio de dançarinos. 

Várias dessas musas adotam sobrenomes "artísticos" aparentemente "estrangeiros" - Cardi, Ubach, Minerato, Bahls, Bianca, Steinköpf, Belli etc - também para forjar alguma modernidade, enquanto aparecem entusiasmadamente em eventos de breganejo, sambrega e axé-music.

Mas o falso feminismo não engana, porque todo esse aparato não apresenta qualquer tipo de essência, são apenas pretextos para inventar alguma "novidade" que só serve de pano de fundo para a mesmice das exibições corporais das moças.

Elas são incapazes de falar sobre outras coisas ou mesmo de aparecer sem qualquer apelação "sensual", o que faz com que, inevitavelmente, atrizes e jornalistas de televisão acabam levando a vantagem, porque elas expressam sensualidade dentro do contexto, do contrário das "musas" que "mostram demais".

As "boazudas" sempre estão associadas à mídia machista. Esta é que, não se assumindo como tal - da mesma forma que Veja não se assume uma revista de direita - , tenta mil artifícios para prevalecer no gosto "popular". Aliás, essa palavra "popular" é que anda "canonizando" muitos picaretas da mídia, por diversas razões. Convém questioná-las amplamente, sem medo.

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