segunda-feira, 29 de outubro de 2012

MÍDIA MACHISTA E O FIM-DE-SEMANA DAS FUNQUEIRAS


Por Alexandre Figueiredo

Desesperado, o "funk carioca" tenta se apoiar nas "musas" para tentar se manter na mídia, e neste caso vemos o portal R7, lamentavelmente integrado à grande mídia machista, para criar factoides sem graça sobre essas mulheres-objeto bem do agrado dos mais rígidos machistas.

Desperdiçando espaço na Internet, o portal R7, baseado na visão estereotipada do "popular" veiculado pela velha grande mídia, havia descrito o "fim de semana" das funqueiras, sob a retranca "Música" (?!), no esforço vão de mantê-las em alta.

São as mesmas "mulheres-frutas" de sempre, que a mídia popularesca promove com um certo exotismo sensacionalista, sobretudo sob cortesia de glúteos e peitos siliconados. Elas aparecem acumulando várias apresentações - uma delas em um só dia - ou trocando várias vezes de shortinho. Só para gente machista mesmo.

Isso derruba de vez qualquer apologia feita pela intelectualidade "sorospositiva" - que havia tentado glamourizar o "funk carioca", sob o apoio explícito da velha grande mídia que esses mesmos intelectuais acusavam de "boicotar" os funqueiros - de que essas "musas" são feministas.

Desde quando feminismo é falar mal de homem? Isso não coloca a mulher num lugar melhor na vida, e nada impede que a mulher, numa sociedade machista, seja hostil ao homem mas, de acordo com a conveniência, possa manter sua subserviência se ver nela um monte de vantagens. E as "musas" do "funk carioca" servem com gosto a um mercado movido justamente pelo mais histérico e intransigente machismo.

As notícias nem tem a menor relevância quanto à música brasileira, sendo tão somente o culto da personalidade dessas "popozudas". E tão somente o culto da imagem coisificada da mulher brasileira, até uma profanação, porque a "mulher brasileira" exaltada nesse mercado brega-popularesco mais humilha que orgulha as verdadeiras batalhadoras do Brasil, que não se rendem a esse sexismo grotesco.

Portanto, bola fora para o R7, do Grupo Record, cujos executivos em parte usufruem seus prazeres pessoais com mulheres de verdade como Angelina Muniz e Bianca Rinaldi. Aos pobres mortais, só se reservam a Mulher Melancia, Geisy Arruda e similares. "Popozão" dado não se olha os glúteos.

E foi uma ideia lamentável para um grupo empresarial que tem Paulo Henrique Amorim como um de seus âncoras ter que promover essa pouca vergonha siliconada das funqueiras. Qualquer coisa é só se queixar ao "bispo" Edir Macedo.

Deixem o "funk carioca" se tornar a trilha sonora das choradeiras de José Serra. Tem mais a ver.

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