sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ESTUDANTES ITALIANOS PROTESTAM CONTRA CORTES NA EDUCAÇÃO


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A crise europeia faz com que o povo vá para as ruas. Cortes profundos em diversos investimentos e encargos causam indignação popular e os manifestantes não temem a repressão policial para lutar pelos seus interesses.

Aqui os estudantes italianos protestam contra o corte de verbas para a Educação, que fazem parte do pacote da troica (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia), na capital da Itália, Roma.

A Educação, em outros países, é um tema que impulsiona grandes manifestações, diferente do que ocorre no Brasil, onde um precário quadro educacional não impulsiona grandes manifestações, e ainda somos obrigados a tolerar internautas estúpidos que se acham "inteligentes" por nada.

Democracia não é acomodação. Não é cruzar os braços, mas lutar pelos direitos essenciais à vida humana.

Estudantes italianos protestam contra cortes na educação

Do jornal Prensa Latina - Tradução em português pelo portal Vermelho

Dezenas de jovens italianos foram feridos nesta sexta-feira durante repressão policial a uma manifestação estudantil contra o programa de cortes na educação pública e a política de arrocho conduzida pelo governo.

Milhares de estudantes saíram às ruas de cerca de vinte cidades, entre elas Roma, Milão, Turim, Bolonha, Pisa e Palermo, para expressar sua oposição ao alto custo dos livros, à privatização das escolas públicas e à mercantilização do conhecimento.

Os manifestantes da capital italiana, a maioria deles do ensino secundário, abandonaram suas escolas para marchar em grupos até a área da Porta São Paulo, distante do centro, onde partiram até o Ministério da Educação.

Vários jovens denunciaram terem sido golpeados e arrastados pelo solo por agentes das forças de repressão, enquanto os meios de comunicação reportaram a existência de quatro feridos em Roma.

As organizações escolares acusaram a polícia de terem feito uso excessivo da força e afastado os manifestantes com o uso de gás lacrimogêneo.

De acordo com centros estudantis, na cidade de Turim, cerca de 20 jovens foram agredidos nos choques com as forças de repressão, enquanto em Milão, outros 10 resultaram feridos.

Durante as marchas, os jovens denunciaram que as políticas de arrocho do primeiro ministro, Mario Monti, e da União Europeia, reduzem o direito à educação e ao trabalho a milhões de jovens.

"A escola pública não se vende" ou "a cultura dá medo" são as mensagens de alguns cartazes no primeiro protesto depois das numerosas mobilizações de dois anos atrás, durante o governo do ex-primeiro ministro Silvio Berlusconi.

O decreto lei de revisão do gasto público aporvado pelo executivo tecnocrático de Monti em julho, prevê, entre outras coisas, o aumento das mensalidades universitárias de acordo com a renda familiares para os estudantes que não consigam a aprovação no ano em curso.

Em Milão, os grupos de estudantes marcharam até a seda da região da Lombardia sob o lema "contra o projeto de privatização da escola e a política de educação pública do governo".

Segundo os organizadores, cerca de 1,5 mil estudantes se manifestaram em Bolonha, enquanto em Pisa também aconteceram momentos de tensão, quando os jovens tentaram entrar na sede da administração do distrito.

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