quinta-feira, 4 de outubro de 2012

BUENOS AIRES: ESTUDANTES PROTESTAM CONTRA REFORMA CURRICULAR


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Infelizmente, o motivo desse protesto estudantil é estranho para o contexto brasileiro de hoje.

Os jovens de Buenos Aires protestam contra a reforma curricular feita por um prefeito que faz oposição à presidenta Cristina Kirchner que, entre outras medidas arbitrárias, inclui a eliminação da disciplina Cívica, que ensina a organização social e política da Argentina.

Sem essa disciplina, os alunos não podem exercer a democracia através do aprendizado sobre sua própria organização social e política.

No Brasil, infelizmente a tendência, por conta da forte influência midiática, é a espetacularização e o entretenimento extremos, tomados como fim em si mesmos. E há muito tempo não se ensina OSPB e as escolas técnicas são raras, mas os protestos contra isso não existem. Pena.

Buenos Aires: estudantes protestam contra reforma curricular 

Da Agência France Press - Reproduzido também no portal Vermelho

Em Buenos Aires, os protestos estudantis contra uma reforma curricular já atingem mais da metade das escolas de ensino médio da capital argentina, onde estão matriculados cerca de 100 mil alunos. Pelo menos 57 colégios foram ocupados pelos estudantes nas quase três semanas desde o início da paralisação.


Os estudantes reivindicam a participação nas alterações da grade escolar e rejeitam a eliminação de algumas matérias técnicas propostas pelo governo de Buenos Aires, cujo prefeito Maurício Macri [de direita] tem ambições presidenciais e mantém uma forte oposição contra a presidenta Cristina Kirchner.

"Querem tirar um ano de desenho técnico e química, além de eliminar Cívica (disciplina sobre a Constituição e democracia), porque as autoridades da capital pretendem nos esvaziar a cabeça", disse um estudante à France Presse, identificando-se apenas por "Ernesto".

Pais e professores dos estudantes envolvidos nas ocupações têm manifestado apoio aos protestos e fornecido mantimentos. Segundo alunos ouvidos pela reportagem, os ocupantes se dividiram em comissões (de finanças, segurança, entre outras) durante a paralisação.

Nesta quarta-feira (3) ocorreu a primeira audiência dos estudantes com o titular da pasta de Educação na capital, Esteban Bullrich, após uma decisão judicial obrigando o governo a abrir um canal de diálogo com os dirigentes do protesto. Os resultados dessa negociação preliminar não foram divulgados.

Fonte: France Presse

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