segunda-feira, 3 de setembro de 2012

OS HOMENS NÃO QUEREM MULHERES VAZIAS


Por Alexandre Figueiredo

Deixemos de relativismos baratos, que redefinem o nada como uma "variação" do tudo. Pesquisando as mulheres famosas em geral pela mídia, nota-se a tendência de que as mais substanciais, aquelas que não se limitam a ser "corpinhos bonitos", são as que mais conseguem sucesso na vida amorosa.

Na semana passada, duas notícias chamaram atenção na mídia. Uma, a de que a ex-paniquete Nicole Bahls teria terminado o namoro com o jogador de futebol Victor Ramos, depois que ele a traiu com outras mulheres. Outra, a de que a atriz Nathalia Rodrigues se considerava casada com seu "namorido" músico, embora não descartasse em todo a oficialização da união.

Enquanto este texto estava sendo escrito, a ex-paniquete ainda não havia arrumado um novo namorado. Mas nota-se que, dentro das chamadas "musas populares", a vida amorosa costuma ser cheia de infortúnios, além dessas "musas", tidas pela grande mídia como "as mais desejadas", são na verdade o contrário do que é alardeado pelos meios de comunicação.

Mulheres que se limitam a mostrar a forma física - em certos casos alterada por silicone e anabolizantes - , sem que apresentem alguma outra qualidade, só se tornam cobiçadas por homens associados ao universo machista e similares: jogadores de futebol, policiais, lutadores, ídolos bregas, internautas troleiros (estes ficam de fora no âmbito da conquista, mas eles as desejam). Ou, na pior das hipóteses, até bandidos.

Enquanto isso, outros tipos de homens correm atrás das mulheres consideradas mais substanciais. Elas se tornam potencialmente mais comprometidas que as musas vulgares. Porque, embora também façam poses sensuais e mostrem sua formosura física, elas possuem personalidade mais interessante, são capazes de expressar sua própria opinião e são ótimas para conviver, bater um papo e trocar ideias.

Isso mostra o quanto o machismo lúdico anda decaindo seriamente. Em muitos casos, só os "durões" pegam as mulheres vulgares. Elas, desesperadas, querem ter rapazes de outro perfil, mas não conseguem. Ficam associadas sempre a esse universo machista, como num caminho sem volta. Afinal, é um meio onde há breganejos, sambregas, funqueiros, baixarias, grosserias, violência.

Não há como simular algum "feminismo" nas mulheres vulgares. Elas aparentemente se sustentam sozinhas, mas estão a serviço de valores machistas, e trabalham para empresários, jornalistas, produtores e editores machistas. E o perfil vazio dessas "musas populares" não as faz terem chance com homens que não façam parte desse meio machista. Parece duro dizer isso, mas é a verdade dos fatos.

Enquanto isso, de cada dez mulheres invulgares, pelo menos sete ficam sempre comprometidas, pelo menos com algum namorado. Mulheres legais não são muitas no Brasil. Há aquelas que também ficam solteiras por muito tempo, mas são mais exceção do que regra. E é difícil encontrar solteira uma mulher que seja mais proveitosa a agradável para se conviver.

Quando há, os homens correm atrás. Dificilmente uma famosa de personalidade mais interessante fica sem namorado por mais de um ano. E, frequentemente, elas engatam um namoro atrás de outro. No Brasil, os homens querem, a cada dia, mulheres que sejam além de corpos bonitos, até porque nem tudo na vida é uma questão de excitação sexual.

Entre as vulgares, há também as comprometidas. Até mais do que se imagina, já que várias delas ocultam casamentos e namoros por conta da carreira, algo que se torna claro no "funk carioca", por exemplo. Isso porque o perfil "durão" ou "festivo" de seus namorados e maridos poderia comprometer as carreiras delas, daí a aparente separação conjugal que disfarça relações que continuam ocorrendo à revelia da mídia e da opinião pública.

DESRESPEITO COM O CORPO

No geral, porém elas não são desejadas pelos homens como se imagina. E, por incrível que pareça, o fato delas "mostrarem demais" seus corpos, em trajes sumários, nem de longe inspira uma rejeição baseada no ciúme, mas no próprio caráter vulgar dessas exibições corporais. Em outras palavras, é pelo desrespeito ao corpo feminino que expressa essa exibição exagerada de formas físicas.

Aí vem a diferença entre as musas vulgares e outras nada vulgares. Estas podem exibir seus corpos e suas formas físicas, até com muita sensualidade, mas não o fazem o tempo todo. Não tomam a forma física como um fim em si mesmo. Em dadas ocasiões, elas usam trajes bastante discretos, e não é só nas ocasiões de muito frio (única ocasião que obriga as musas vulgares a vestirem trajes discretos).

Daí a realidade mostrar que as mulheres que não são vulgares levam sempre mais vantagem sobre as vulgares. Porque, se compararmos umas com as outras, as que só têm o corpo a mostrar ficam para trás, enquanto as que mostram o corpo mas têm outras coisas interessantes a mostrar - como a personalidade, a inteligência, o senso de humor, até a elegância etc - sempre se destacam melhor, e acabam por serem mais desejadas pelos homens.

Elementar, que o diga nossa cara Emma Watson.

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