terça-feira, 11 de setembro de 2012

A MÍDIA MACHISTA, A VULGARIDADE FEMININA E SUAS GAFES


Por Alexandre Figueiredo

A mídia machista movimenta um mercado inflacionado de "musas populares" que só mostram o corpo, nada têm a dizer de relevante e, quando tentam fazer alguma coisa, cometem gafes absurdas.

Não bastasse a "sensualidade" cometida dentro de um aeroporto carioca, a ex-BBB Maíra Cardi veio com uma "pérola": postar foto de descarga elétrica de controle remoto no seu banheiro, em foto no Instagram.

Juntamente com Geisy Arruda, Maíra Cardi é a "pagadora de mico" do momento. Em outros tempos, Solange Gomes, Nana Gouveia e as dançarinas do É O Tchan faziam esse "serviço" para a vulgaridade feminina, cometendo gafes absurdas ou fazendo declarações infelizes sobre supostas carências afetivas.

Depreciando a imagem da mulher brasileira solteira, essas "musas" fazem sua fama por nada, com tantas frivolidades e futilidades. Através da solteirice delas, a imagem da solteira brasileira é deturpada, depreciada, o que faz com que a independência feminina no Brasil fosse desmoralizada e ridicularizada por "carismáticas" jovens que não sabem a noção de seu ridículo.

Na França, a imagem da mulher solteira é melhor zelada. Ela é batalhadora, trabalhadora, sabe dar opiniões, lê bons livros, ouve boas músicas, e está solteira porque quer aprimorar seus conhecimentos, avaliar os limites do seu próprio prazer - e não se fala meramente em prazer sexual, que elas têm mas não se exibem de forma escancarada, mas no prazer da vida como um todo - e se evoluir moral e intelectualmente.

No Brasil, existem mulheres assim, é verdade, e que também são admiráveis em sua luta cotidiana e sua busca de independência. Mas a grande mídia, ainda dominada pelo machismo, não quer saber disso e procura trabalhar a mulher solteira como uma "vagabunda" ou uma "idiota" que só quer saber de cultuar seu corpo e desperdiçar suas vidas em noitadas vazias e outras futilidades.

A grande mídia tenta trabalhar a mulher independente e de personalidade como uma mulher que deve se casar. Inteligente é a mulher do empresário, do médico, do chefe de jornalismo, do diretor de cinema, do engenheiro, do advogado, do publicitário, ou do maridão mais velho e dotado de liderança profissional em qualquer área.

Enquanto isso, a solteira, para os olhos da mídia machista e "popular", não pode ser inteligente. Chega a ser absurdo, mas de fato os fãs dessas "boazudas" defendem sua "burrice", elas são até "divertidas" e "alegres" com suas gafes. Pasmem vocês, mas há gente que pensa assim, de forma tão machista, e ainda graceja quando é acusada de machismo.

No caso de Maíra Cardi, o ridículo estava até mesmo quando uma de suas seguidoras nas redes sociais a chamou de "diva". "Diva" de quê? Sua fama não foi conseguida de forma meritória, mas através de um reality show cujo sentido está na falta de sentido, uma inutilidade que apenas alimenta as fortunas dos executivos de televisão e seus anunciantes às custas da imbecilização de seus telespectadores.

Com exemplos assim, a mídia machista, principal divisão de lazer da ditadura midiática, promove retrocessos sócio-culturais travestidos de algo "moderno" e "divertido", iludindo muita gente que pensa que as mulheres mais bacanas devem agir e pensar assim, de forma tão ridícula e vulgar. Não devem.

E quando cada uma dessas "musas populares" aparecem, isso representa mais poder e mais lucro para os machistas que estão por trás delas, faturando por fora. O que mostra que essas "musas" não são tão independentes e emancipadas como muitos pensam. Elas dependem do machismo para alimentarem sua fama e sua fortuna por nada.

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