terça-feira, 28 de agosto de 2012

PAULO PRETO VOA PARA BRASÍLIA. DIRÁ TUDO À CPI?


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Paulo Preto, ex-diretor do Dersa, Desenvolvimento Rodoviário S/A, pretende dar novos rumos à CPI que investiga o esquema de corrupção de Carlinhos Cachoeira, já que é envolvido tanto com Fernando Cavendish, o empreiteiro da Delta Construtora, e o ex-governador e hoje candidato a prefeito de São Paulo, José Serra. Certamente Serra está apreensivo, porque se ele for incluído nas investigações, poderá comprometer sua campanha e ser derrotado nas urnas. Será?

Paulo Preto voa para Brasília. Dirá tudo à CPI?

Do Brasil 247

Ex-diretor do Dersa, que declarou ter no então governador José Serra a sua "bússola", embarca ao lado de seu advogado, o dr. Juquinha, para ser testemunha amanhã na CPI do Cachoeira; hoje, diálogos revelados por 247 mostraram pela primeira vez o contraventor pedindo a Demóstenes Torres marcação de audiência com Serra; ligação perigosa?

247 – No voo de 16 horas, São Paulo-Brasília, desta terça-feira 28, dois personagens que podem dar novos rumos à CPI do Cachoeira embarcaram lado a lado, em meio a conversas típicas de cliente e advogado. No primeiro papel, o ex-diretor da Dersa – a estatal Desenvolvimento Rodoviário de São Paulo – Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Na qualidade de causídico, José Luís de Oliveira Lima, o dr. Juquinha.

Eles serão vistos novamente juntos amanhã, quando Souza, que já declarou ter atuado em seu cargo tendo o governador José Serra como sua "bússola", servir como testemunha da CPI do Cachoeira. Ele foi chamado para explicar os contratos firmados pelo Dersa, no tempo do governo Serra em São Paulo, com a empreiteira Delta. O ex-presidente da construtora Fernando Cavendish também deverá falar amanhã.

Os tucanos temem que Paulo Preto não siga rigorosamente um script pró-Serra, em razão de seu potencial para agregar novas informações à Comissão. Um novo elemento que deverá influenciar neste depoimento foi divulgado com exclusividade, hoje, por 247: diálogos entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e o então senador Demóstenes Torres, de 14 de maio de 2010, quando Serra era governador. Neles, Cachoeira pede e Demóstenes aceita marcar uma audiência com Serra (leia reportagem e escute os áudos aqui).

Em seguida, conforme revelaram as escutas da Operação Monte Carlo, Cacheira aproxima Demóstenes do espanhol Carlos Sanchez, então diretor de engenharia do metro de Madri, em cujo modelo se baseia o metrô paulistano. Como já comprovou a CPI, Cachoeira e Demóstenes eram os principais lobistas da empreiteira Delta e atuavam em torno de grandes obras. A pergunta em Brasília que eleva o grau de tensão na CPI é: Paulo Preto contará o que sabe sobre tudo isso?

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