quarta-feira, 22 de agosto de 2012

LIRO BOCCHINI É "DESCONVIDADO" A ENTREVISTAR DIOGO MAINARDI


Por Alexandre Figueiredo

Mais um episódio para ilustrar a fase tucana da TV Cultura. O jornalista Liro Bocchini, inicialmente "convidado" para ser um dos cinco entrevistadores do reacionário Diogo Mainardi, ex-colunista de Veja e hoje vivendo "recluso" no exterior.

A entrevista será no programa Roda Viva, e será sobre o novo livro de Mainardi, A Queda, da mesma editora Record que lançou o livro Eu Não Sou Cachorro Não de Paulo César Araújo. Desta vez o livro não fala de política e sim do drama de um filho do jornalista. É mais humano.

Mas mesmo assim Diogo Mainardi será sabatinado pelas outras atividades, como na sua trajetória de "calunista", verdadeiro "troleiro" impresso, e que fez um livro sobre Lula chamado Lula é Minha Anta, dentro do espírito anti-esquerdismo que leva ao exagero as críticas ao PT.

Liro chegou a ser anunciado, no sítio da TV Cultura, como um dos entrevistados, tendo o próprio jornalista - que já enfrenta processo judicial movido pela famiglia Frias por conta do divertido blogue Falha de São Paulo - recebido o convite da produção do Roda Viva.

O convite, formalizado por telefone e confirmado por e-mail, foi dias depois cancelado. Depois de tudo acertado para a participação, Liro recebeu uma mensagem alegando que "tinha um entrevistado a mais", com seis convidados para cinco vagas na bancada.

Liro tentou conversar, pedindo para que alguém explicasse o cancelamento do convite, e dias depois Mário Sérgio Conti, ex-jornalista de Veja, autor do livro Notícias do Planalto (Companhia das Letras), ligou para Liro explicando o desconvite. A alegação era que outra jornalista, Joyce Pascowitch, ex-Folha de São Paulo, havia entrado em última hora, e a exclusão de Liro foi feita para "dar mais diversidade (?!) ao programa".

O que quer dizer essa "diversidade" não dá para entender, porque Joyce se adequa mais ao perfil ideológico da TV Cultura e já havia na bancada outros jornalistas com o mesmo perfil para entrevistar, sem causar polêmica, o ex-colunista de Veja. Ou seja, nada menos diversificado.

Além disso, a TV Cultura tem como um dos programas TV Folha, feito pelo mesmo jornal que processa, por "danos morais", o jornalista Liro Bocchini. E um dos jornalistas da Folha de São Paulo está na bancada para entrevistar Diogo Mainardi. Será que a produção do Roda Viva quis evitar um clima de saia justa ou queria desenvolver um programa "sem polêmicas"?

Em todo caso, Liro Bocchini não discutiu com Conti, e, gentilmente, agradeceu a atenção dele e o fato de que não coube a ele a decisão de exclui-lo. Afinal, é a produção do programa que teria "mexido os paus" para fazer do Roda Viva mais uma "conversa de amigos" do que um debate envolvendo um dos "viscondes" da grande mídia.

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