terça-feira, 28 de agosto de 2012

JOSÉ SERRA APARECE EM NOVAS GRAVAÇÕES COM BICHEIRO CARLINHOS CACHOEIRA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A coisa está complicada, que só o "silêncio" dos depoentes pode salvar os envolvidos. E se há indícios de que o esquema de Carlinhos Cachoeira havia derramado suas "águas" até nos sapatos de Jaime Lerner e Eduardo Paes, agora é a vez dessas "águas" pingarem no atual candidato a prefeito de São Paulo, José Serra, que havia feito parcerias com o amigo de Cachoeira, Fernando Cavendish, da Delta Construtora, por intermédio do presidente do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Preto.

José Serra aparece em novas gravações com bicheiro Carlinhos Cachoeira

Do Brasil 247

Pela primeira vez, o nome de José Serra aparece na boca do bicheiro Carlinhos Cachoeira, numa conversa com o já cassado Demóstenes Torres. “Ocê vai tá com o Serra aí hoje?”, pergunta o contraventor. “Marca uma audiência com ele”, insiste. “Vou marcar com ele e venho aqui”, responde o ex-senador. Negócios da Delta com SP são próximo alvo da CPI

14 de maio de 2009. José Serra era governador de São Paulo. Executava, no Estado, obras bilionárias, como a construção do trecho Sul Rodoanel e as ampliações das marginais – algumas, com a participação da construtora Delta, de Fernando Cavendish. Amanhã, o empreiteiro estará na CPI, que investiga as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira.

Assim como Cavendish, também irá depor o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que era o homem forte da Dersa, empresa de desenvolvimento rodoviário de São Paulo, e já disse que Serra era sua “bússola” na estatal.

Um diálogo, obtido com exclusividade pelo Brasil 247, aponta agora, pela primeira vez, o nome de José Serra nas conversas de Cachoeira. É num telefionem dela ao ex-senador Demóstenes Torres. Cachoeira quer uma audiência do governador para um personagem chamado Dino. E Demóstenes promete marcá-la.

“Ocê vai tá com o Serra aí hoje?”, pergunta Cachoeira. Com naturalidade, Demóstenes diz que não. Afirma ter estado na Companhia Siderúrgica Nacional, do empresário Benjamin Steinbruch. Cachoeira faz então uma brincadeira dizendo que quem gosta muito de Steinbruch é o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

E, depois, insiste para que Demóstenes, que foi cassado por ser uma espécie de despachante de luxo do bicheiro, marque uma audiência com Serra. “Vou marcar com ele e venho aqui”, atende o ex-senador.

Numa outra conversa, de 26 de abril de 2009, Cachoeira também liga a Demóstenes para tratar de negócios em São Paulo. O ex-senador estava no apartamento 1.105 do Hotel Meliá, no bairro do Itaim-Bibi de São Paulo. O bicheiro, que representava interesses da Delta em São Paulo, pede para o senador se encontrar com um espanhol chamado Carlos Sanchez. Trata-se do chefe do Departamento de Engenharia do Metrô de Madri – o modelo usado é o mesmo usado em São Paulo.

Na terceira conversa, Cachoeira fala com o próprio Sanchez sobre o encontro no Hotel Meliá. Onde? Na rua João Cachoeira, em São Paulo.

Há ainda uma quarta conversa em que Demóstenes fala novamente com Sanchez e sugere a ele que entre na página da internet do Senado para reconhecer a face de Demóstenes Torres. O espanhol, pelo tom de voz, já festeja um negócio que será “muy bueno”.

Há ainda um último diálogo em que um homem não identificado conversa com um certo Geovane, ligado ao grupo de Cachoeira, sobre um encontro com Serra.

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