domingo, 5 de agosto de 2012

AS MULHERES LEGAIS E O EXEMPLO QUE ELAS DÃO E OUTRAS NÃO SEGUEM


Por Alexandre Figueiredo

Hoje a atriz norte-americana, nascida em Israel, Natalie Portman, torna-se oficialmente uma mulher casada. Há três anos ela se relaciona com o coreógrafo Benjamin Millepied, com quem trabalhou no filme Cisne Negro (Black Swan). Há um ano os dois geraram Aleph, primeiro filho do casal.

Natalie é conhecida não só pela sua beleza deslumbrante - o close do seu rosto nesta foto não deixa dúvidas - , mas por uma personalidade inteligente, pelo seu talento e pela busca de atividades relevantes para o crescimento pessoal.

Confronta-se o caso de mulheres assim, que não se encontra disponíveis com facilidade, pelo menos no Brasil (no exterior ainda dá para encontrar várias, mesmo diante do joio feminino das Jwowws e "real housewives" da vida), com as solteiras que se vê no nosso país.

Nos últimos dias, por exemplo, houve o caso de uma Geisy Arruda, que surgiu do nada através de um factoide numa Universidade, que quase arrancou a solidariedade da intelectualidade etnocêntrica, que normalmente voa feito pombo onde encontrarem a palavra "popular" estampada em qualquer fenômeno midiático, mas esta, envergonhada com a vulgaridade da moça, recuou.

Geisy andou dizendo que está à procura de um namorado, alegando que quer se relacionar com "caras legais" e se ofereceu para "receber currículos". Símbolo da mais decadente vulgaridade feminina - que só está em alta nas páginas da mídia jagunça, seja o jornal Meia Hora, por exemplo, ou o portal Ego - , Geisy não está sozinha ao lado de "musas" que tentaram a mesma coisa, como a Mulher Melão, a Mulher Melancia ou outras "musas do Brasileirão", ex-BBBs, "garotas da laje", paniquetes, miss-bumbum etc.

São mulheres que não tem coisa alguma a dizer e cuja ocupação na vida é tão somente mostrar seus corpos inflados ou ir a apresentações de grupos de axé-music e ídolos breganejos. Isso quando não vão para os "bailes funk", diga-se de passagem. São mulheres que não medem escrúpulos para cometerem gafes até nas declarações na imprensa, quanto mais em conversas de amigos...

Isso faz uma diferença enorme em relação a mulheres do perfil de Natalie Portman que existem no Brasil. De cada dez mulheres dotadas de uma personalidade inteligente e mais discreta, sem a vulgaridade e a estupidez das musas popularescas, oito são de alguma forma comprometidas no Brasil.

Isso se explica porque, da mesma forma que as mulheres criticam a falta de homens legais, os homens criticam a falta de mulheres legais. Ninguém quer namorar uma mulher para ir a micaretas e vaquejadas, ou para elas cometerem suas gafes ao lado de homens de nível. Só os homens mais grosseiros querem mulheres assim, mas estas se cansaram deles. Embora fosse muito mais fácil, por exemplo, Geisy Arruda namorar um sargento do Bope do que um rapaz caseiro que nunca bebe álcool e ainda mora com os pais.

Por que as brasileiras, em vez de se identificarem com Xuxa Meneghel, Gretchen, Ana Maria Braga ou Carla Perez, não viam em mulheres como Márcia Peltier e Fernanda Montenegro como exemplos? Por que nossas meninas, na infância, preferiram o status quo popularesco, o sensacionalismo midiático, em vez de exemplos que as fizessem crescer na vida com mais dignidade e relevância?

O casamento de Natalie Portman, portanto, é algo a pensar. Sobretudo pela má formação educacional de muitas mulheres brasileiras, apegadas ao popularesco mais constrangedor. E indica o estrago que a velha mídia fez em nossa sociedade nos anos 80 e 90, sob o claro apoio de políticos dos mais reacionários e corruptos.

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