terça-feira, 24 de julho de 2012

JOSÉ SERRA E SUA PARANOIA REACIONÁRIA


Por Alexandre Figueiredo

Em sua campanha eleitoral para a prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra prometeu que não iria cometer baixarias. No entanto, sabemos que ele é capaz de descumprir tal promessa, que não passa de conversa para boi dormir.

Comparável ao que Marcelo Tas havia escrito semana passada no Twitter, comparando a blogosfera a "guerrilheiros terroristas", José Serra recentemente comparou a mesma blogosfera a um tipo de fascismo muito conhecido na Europa e das mais tristes lembranças na humanidade.

Sem dizer nomes, José Serra agiu no pior estilo dos ataques reacionários. Desesperado, Serra sente na pele o peso da crise de seu partido, o PSDB, sobretudo pela lembrança da expulsão de moradores de Pinheirinho, sob ordem de Geraldo Alckmin, meses atrás, um fato que até agora não teve qualquer solução definitiva e satisfatória para a população.

 José Serra não aprendeu com a campanha de 2010. Nessa campanha, ele havia acusado os blogueiros progressistas de serem "sujos", e o então presidenciável chegou a criar um exército de troleiros para agir em defesa de seu candidato. Eu mesmo, no blogue O Kylocyclo, havia recebido uma mensagem de um serrista alucinado.

Para piorar, o PSDB lançou ontem uma ação na Procuradoria Geral Eleitoral pedindo a investigação de sítios na Internet que fizessem comentários contra o candidato. Numa ação clara de censura, o partido quer, através dessa atitude, forçar a vitória de José Serra na marra, atropelando todo o processo democrático que se deve ter nas eleições.

Serra retomou as expressões "blogues sujos", e usa como pretexto para a perseguição a blogues progressistas a publicidade do Governo Federal nestes veiculada. Serra diz que esses blogues são financiados pelo PT para "promover calúnias e difamações" contra ele.

A ação tem como base artigos publicados pela imprensa reacionária, cúmplice midiática do PSDB, como os jornais O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo e a revista Veja. E os alvos maiores são blogues infuentes como o Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, e o Brasilianas.Org, portal do jornalista Luís Nassif.

José Serra lembra até mesmo um certo busólogo fluminense que conheço - não vou dizer o nome - que se ascende às custas de ofensas e calúnias contra quem não pensa igual a ele. Mas ele é que posa de "vítima", ele é que é o "perseguido", ele é que é o "correto", ele é que é "imparcial". Ele é que acusa os outros de serem "fascistas", quando ele é que é ultraconservador, reacionário e que move pelo ódio e intolerância.

Pessoas que agem assim, em vez de atrair adeptos e seguidores, criam uma sólida base de oposição. A curto prazo, isso parece exagerado e inverídico, a longo prazo isso trará efeitos devastadores para o reacionário que, pelo menos, poderia ter sido um pouco mais tolerante com seus discordantes.

Se José Serra ganhar as eleições, será muito mais pela pressão dada pela grande mídia local - e, por razões óbvias, também de projeção nacional - do que pelos seus méritos naturais.

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