segunda-feira, 16 de julho de 2012

BAIXARIA MUSICAL


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A crescente mediocrização musical atinge níveis avassaladores, que tomam até mesmo os espaços de classes mais abastadas. A intelectualidade, paranoica, tenta "incriminar" a MPB "biscoito fino", que, mesmo sendo um movimento de elite, é mais solidário à cultura popular do que os empresários do entretenimento brega.

Chico Buarque, então, é o bode expiatório maior. E também foi acusado de "baixaria" por conta da música "Geni e o Zepelim", quando na verdade a música é uma metáfora e Chico não iria ser machista sendo pai de mulheres e escrevendo outras canções, como "Folhetim", gravada por Gal Costa, sob um ponto de vista bem feminino.

Chico Buarque foi um cantor de protesto cujo prestígio hoje causa inveja nos intelectuais, que forjam focos de "protesto" em inofensivas canções "sociais" de cantores bregas. Mas o filho de Sérgio Buarque de Hollanda é um artista de vontade própria, inimitável e insubordinável, daí a verdadeira rixa que a intelectualidade festiva tem contra ele e contra ele usa o apoio à mediocrização musical dos vários cantos do país.

Baixaria musical

Por Marcos Niemeyer - Blogue Cacarejadas & Alfinetadas

>> É cada vez mais intolerante - para quem tem bom senso, claro - a baixaria musical que tomou conta das paradas de sucesso nos últimos tempos. O rádio e a TV, por exemplo - maiores veículos de comunicação de massa ­- tornaram-se um prato cheio para quem gosta das sonoridades de procedência duvidosa.

Cantores medíocres e inexpressivos foram elevados à categoria de popstar pelos meios de comunicação, como se de fato, fossem artistas verdadeiros. Defensores dessas asquerosas criaturas chegaram a dizer na internet que Chico Buarque fez pior ao compor "Geni e o Zepelim".

Ora, conforme bem disse o jornalista baiano, Samuel Celestino, é uma tolice tentar misturar a produção musical de Chico com essas coisas rasteiras que chamam de música.

"Primeiro, o que Chico produziu, como a lembrada Geni e o Zepelim, aconteceu em outra época e com outra conotação; em segundo, Chico Buarque de Holanda não necessita de verbas públicas para bancar as suas apresentações, normalmente em teatros de categoria. Vai quem quer e paga com o dinheiro do seu bolso para assistir sempre a uma apresentação no nível dos melhores compositores do país. O resto e o que se diz é coisa de quem não pensa ou não tem o que fazer", enfatiza.

O Brasil começou a ser invadido por essas melodias cretinas há mais de vinte anos com o surgimento, em Salvador, do grotesco ritmo rotulado de "axé music". Foi a senha para que pipocassem nos quatros cantos do país divulgadores dessa coisa ridícula, um autêntico despropósito.

Outro agravante: recursos públicos costumam ser destinados para patrocinar a apresentação de bandas de axé, pagode, forró e breganejo. Tudo em nome da diversidade "cultural". Sem contar que os responsáveis pelas maldições sonoras não aceitam críticas. Acham-se unanimidade, acima do bem e do mal.

Não duvide, prezado internauta, se a qualquer momento uma lei oriunda do Congresso tornar crime inafiançável qualquer espécie de comentário contra essas "músicas" que ridicularizam e afrontam a dignidade dos que não aceitam ouvir a trilha sonora imposta pela mídia.

Afinal, dos políticos tudo de ruim pode se esperar. E são eles que dominam, na prática, a maioria das emissoras dos meios de comunicação no Brasil. Esses cafajestes não querem a elevação da cultura, principalmente quando o assunto é música.
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Mediocridade televisiva

"Estou com a TV ligada esperando essa droga de luta que não começa nunca. Está passando o tal de "Altas Horas" e as atrações são dois cantorzinhos medíocres fabricados pela mídia.Tive que deixar a TV sem som. Liguei o rádio e estou ouvindo o "Baú da Tupi" , com o Jimy Raw"

Políbio Rodrigues, músico carioca, em conversa conosco via Facebook.

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