domingo, 3 de junho de 2012

QUE SAUDADE DAS AMÉLIAS


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O amigo Marcos Niemeyer escreveu esse lúcido artigo sobre a vulgaridade feminina que desvia as atenções das mulheres suburbanas para péssimos símbolos de sucesso e fama. Em vez de várias dessas moças se inspirarem em exemplos de dignidade e inteligência, elas preferem se inspirar em mulheres que nada fazem senão "mostrar demais" seus corpos turbinados e cheios de silicone.


As Amélias podem não ter sido o primor de feminismo (estavam muito longe disso, evidentemente), mas pelo menos tinham um quê de dignidade. Mas a liberação feminina não pode sucumbir à vulgaridade, porque aí é ir ao outro extremo que, tal como as mulheres submissas, também faz parte do ideário machista que ainda é vigente em nosso país, mesmo entre muitos jovens rapazes.

Que saudade das Amélias

Por Marcos Niemeyer - Blogue Cacarejadas & Alfinetadas

Os meios de comunicação brasileiros andam a perder tempo ultimamente ao destacar em seus espaços essas subcelebridades conhecidas por “Panicats”. São mulheres inexpressivas que nada sabem fazer além de se despir para revistas masculinas ou participar de espetáculos sórdidos em busca de fama e dinheiro.

Aliás, só mesmo vendendo o corpo é que vão conseguir alguma coisa. Elas carecem de talento já que nunca foram atrizes, cantoras, compositoras, ativistas sociais que tenham defendido alguma causa relevante ou algo que possa torná-las um exemplo de conduta, disciplina e trabalho digno.

Em outras palavras: não passam de autênticas prostitutas de luxo oxigenadas. Vejam, por exemplo, o que disse uma delas que atende pelo nome de Babi Rossi, durante um ensaio nudista. “Já fui para a cama com dois homens.”

Useiras e vezeiras, acabam se tornando referência para jovens quengas iletradas e idiotas, cuja única  faculdade inventiva é o próprio corpo tatuado e os cabelos ridiculamente pintados, como se tivessem mergulhado a oca cabeça numa lata de tinta amarela de quinta categoria.

"Mulheres dotadas de inteligência e desenvoltura é que levam vantagem no imaginário masculino e na vida amorosa. Mulher que só vive mostrando o corpo cansa, a beleza física um dia passa e o que sobrará das 'popozudas' de hoje só será um ostracismo melancólico e deprimente", escreveu o jornalista Alexandre Figueiredo em seu respeitável blog  Mingau de Aço.

Assumir compromisso com figuras dessas características nocivas é como pedir para receber um "estiloso" par de chifres na parte mais elevada da carcaça e arrumar encrenca a todo instante.

Mulher tem que ter dignidade, postura, inteligência e sensatez. Apenas exibir as entranhas  não adianta porque sexo se encontra aos montes na esquina mais próxima, nos classificados dos jornais ou até na casa da vizinha ninfomaníaca.

É como disse o mestre Vinicius de Moraes na poética melodia Samba da Benção: "Senão, é como amar uma mulher só linda... e daí? Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza..."

Outro poeta dos versos melódicos, Ataulfo Alves, eternizou o que seria a imagem da mulher sincera e honesta: "Ai, meu Deus, que saudade da Amélia / Aquilo sim é que era mulher/ Às vezes passava fome ao meu lado / E achava bonito não ter o que comer / Quando me via contrariado / Dizia: "meu filho, o que se há de fazer? Amélia não tinha a menor vaidade / Amélia é que era mulher de verdade..."

Já um parachoque de caminhão com placa de Chifronópolis, no Ceará, alerta: "O ruim da perereca é a mulher."

Radicalizar não faz sentido já que toda regra tem exceção. Existe mulher para casar e mulher para cruzar. O quase impossível é encontrar o diferencial feminino.

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