terça-feira, 5 de junho de 2012

QUANDO UM REACIONÁRIO QUASE PÔS A BUSOLOGIA A PERDER

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Recebemos uma mensagem, por e-mail, de um internauta de 27 anos que ficou preocupado com os rumos da busologia fluminense, com as disputas de egos e as agressões cometidas, e que, prestes a virar um busólogo, desistiu de se concentrar no hobby, chocado com tantas coisas que ele pôde ver quando tentou se envolver no ramo.

Vendo os episódios citados, dá para perceber o quanto o busólogo encrenqueiro agiu com os mesmos moldes ideológicos dos mais reacionários comentaristas de Veja.

Em tempo: o busólogo nos pediu que o citemos pelo pseudônimo de Hermes de Almeida, por medida de segurança.

E mais: eu e meu irmão nunca prejudicamos o tal busólogo para ele ficar nos xingando de "Bananas de Pijamas".

Busologia ameaçada por ofensas pessoais


Enviado por Hermes de Almeida - Especial para este blogue


Por poucos meses, um hobby ficou ameaçado pela onda de reacionarismo, estrelismo e outros abusos, que causaram preocupação a muita gente.


A busologia carioca, tomada por vaidades pessoais e disputas de egos, chegou ao ponto de mostrar exemplos de abusos de poder e até mesmo ameaças, ofensas pessoais e baixarias que alguns busólogos faziam para crescerem às custas da humilhação a outros.


Embora vários busólogos falem até palavrões ou censurem a publicação de fotos por quem não concorda com o que eles pensam, dois busólogos se destacaram pelas baixarias e grosserias que fizeram. Não precisamos citar seus nomes (até para evitar represálias - não se sabe que "cachorros grandes" estão por trás), mas são figuras conhecidas no meio.


Sobre um deles nem precisa comentar muito. É bastante jovem e é um troleiro. Usa pseudônimos para falar frases curtas, geralmente baixarias pornográficas e piadinhas homofóbicas, em que, por exemplo, até o papa Bento XVI é capaz de dizer coisas como "Sô viado e tô a procura de uma pica".


Mas outro busólogo agiu pior, por mostrar um reacionarismo de extrema-direita digno da imprensa mais retrógrada, como a Veja.  Embora ele tenha dito que sentia nojo de quem discordava do "pensamento único" dele, esse busólogo, por sua intolerância, causou nojo a muitos da forma como ele fazia para se ter mais destaque no hobby.

No começo ele integrava uma equipe de busólogos, até muito simpática, que inclui também uma moça, mas ele não era líder desse grupo. A situação mudou quando, há quatro anos atrás, o grupo foi convidado para um programa especial num canal de TV paga.


O grupo convidado irritou outro grupo mais destacado de busólogos, que não foi convidado para o programa. Só que, na discussão, o busólogo encrenqueiro do grupo que apareceu na TV passou a dirigir, contra membros do outro grupo, comentários racistas, além de outros bastante agressivos. 

Houve quem disse que o tal busólogo era um antigo pitboy de sua cidade.De repente o busólogo pegou gosto nas agressões verbais e resolveu se ascender desmoralizando quem discordasse dele. Em contrapartida, tentava ser amistoso com alguns outros com maior visibilidade, forjando diplomacia. 

Tudo parecia normal até que o projeto autoritário de transporte coletivo, por Eduardo Paes e Alexandre Sansão, passou a "comprar" o apoio de alguns busólogos. O busólogo encrenqueiro foi junto. O outro busólogo, troleiro, já estava começando e também pegou carona no "BRT da alegria" do PMDB carioca. 

Outros busólogos, uns mais contidos, outros mais grosseiros, também foram apoiar o modelo de transporte cujo carro-chefe era a medida inútil e nociva da padronização visual dos ônibus que incomoda o povo e só serve para propaganda política da Prefeitura do Rio.


De repente, o busólogo encrenqueiro passou a espalhar, em mensagens pela Internet, que "sentia nojo" dos textos que discordavam do seu ponto de vista e ele não suportava qualquer crítica aos políticos do Rio (ele virou um bajulador do grupo de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho). 

Num momento, passou a implicar com a qualidade de fotos de seus desafetos, e humilhar sobretudo quem não fazia parte da elite dos busólogos (aqueles que entram em contato com autoridades e empresas de ônibus, mesmo sem qualquer ranço politiqueiro).

Em outro, passou a apelar até mesmo para o estado civil para fazer ofensas pessoais, num claro preconceito contra homens solteiros. De repente, algum busólogo solteiro passou a ser xingado como "virgem" ou "encalhado" e, se houver algum busólogo divorciado (até amigavelmente) de sua esposa, ele teria sido xingado de "corno".


Já causando constrangimento com os parceiros da equipe original - que começavam a preocupar com a agressividade do colega - , o busólogo infeliz, vendo que havia uma petição pública contra a padronização visual dos ônibus cariocas (que atrapalharia os planos políticos do tal busólogo), resolveu reagir da pior maneira.

Ele lembrou dos "fakes do bem" que havia liberado, à revelia dos parceiros, para um site de busologia, e resolveu manchar a petição pública com baixarias e comentários ofensivos.

O busólogo encrenqueiro já havia usado os nomes de seus próprios desafetos como fakes para jogar uns busólogos contra outros, e ao invadir a petição resolveu fazer o mesmo, junto com o busólogo troleiro que só gosta de escrever coisas tipo "eu sou viado" e "vem chupar minha pica". Chegou-se ao ponto em que o busólogo encrenqueiro chegou a fazer ameaças sérias.


Extinta a petição, por conta de tamanho vandalismo, o busólogo encrenqueiro resolveu criar um blog de ofensas pessoais, chamado "Comentários Críticos", usando como fake apenas o nome "Crítico". 

O blog reproduzia, levianamente, textos de seus desafetos - dois irmãos eram classificados jocosamente como "Bananas de Pijamas" - , com introduções irônicas e os trechos "incômodos" (para o blogueiro) destacados em vermelho.

Em certo momento, o blog passou a adotar posturas de extrema-direita, usando inclusive um vídeo de um famoso figurão anti-comunista. O busólogo demonstrava confiante na impunidade dos seus abusos, e qualquer crítica àquilo em que ele pensava e acreditava era reproduzida de forma fútil e desrespeitosa.


Até certo momento, não havia como controlar seus impulsos. Houve rumores de que o busólogo teria visitado um terminal de ônibus a procura de desafetos para fazer aquilo que, por eufemismo, se chama de "umas francas conversas" (notem as iniciais). 

Ele queria colecionar a lista de desafetos que ele via como concorrentes, e por isso ele partiu para ações agressivas nos bastidores, enquanto, nos fóruns de Internet e portais de ônibus, ele parecia "diplomático" e "gentil" com aqueles que concordavam com ele.


REAÇÕES


No entanto, as atitudes dele vazaram de alguma forma. As feridas de 2008 não se curaram e, de repente, o busólogo infeliz passou a receber o troco do que fez. Fala-se que seus atos passaram a ser conhecidos até por jornalistas, autoridades e urbanistas, fora os busólogos do resto do país, que ficaram horrorizados.


Afinal, o busólogo encrenqueiro demonstrou que ele pode criar desafetos conforme a situação, e não se deve iludir se ele, numa época, apenas dedique suas atenções para humilhar os "poucos busólogos" do momento, enquanto o resto é "tudo amigo". 

Isso é fato. Em 2008, o busólogo encrenqueiro atacava o grupo X. Em 2012, foram alguns outros, como os irmãos fulanos de tal. Mas nada impede que mesmo gente que o busólogo infeliz diz admirar e respeitar seja alvo de ataques grotescos dentro de algum tempo.

Porque, a qualquer momento, pelo menos metade dos "queridos amigos" fielmente defendidos pelo busólogo infeliz podem virar seus piores inimigos quando uma só discordância grave aparecer.


Até um BRT fotografado pelo busólogo encrenqueiro, num portal de ônibus, recebeu avaliações negativas de busólogos. Nele há um botão de "gostei" e outro de "não gostei", e quatro busólogos escolheram esta opção, o que não é normal, porque quase ninguém opta pelo "não gostei" em fotos deste tipo.


É um sinal de que o busólogo encrenqueiro anda incomodando não só seus desafetos de ocasião, mas aqueles que lhe parecem aliados temporários, que temem também serem humilhados a qualquer momento na primeira discussão.

O QUE EU VI

Eu vi esse busólogo encrenqueiro, nos encontros de busologia que fui, anos atrás, e vi o quanto este busólogo infeliz engana direitinho. Nos encontros ele era um grande amigo, alegre, folgazão, o pessoal fotografava junto, a gente ria junto, ele posava ao lado dos busólogos nas fotos.

Fiquei chocado quando um cara desses, tão amigo e alegre, é capaz de 'apunhalar pelas costas' aqueles que recebiam seus abraços e seu afeto, ou outros que até o respeitavam, mas não o conheciam pessoalmente. 

Creio que os dois irmãos, entre eles, você, Alexandre, não fizeram qualquer prejuízo a esse busólogo para ele chamar vocês dos "bananas" B1 e B2. O que ele fez foi um ato de desrespeito gratuito, uma ofensa que partiu da crueldade dele.

E mais chocado fico quando um cara desses é capaz de agir como aquelas gangues de extrema-direita, usando ofensas pessoais, ameaças e vandalismo para defender seus interesses pessoais. Um cara assim não pode ser o representante da busologia nas festas de 2014 e 2016.

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