sexta-feira, 15 de junho de 2012

PENSAM EM CHAMAR O CAVENDISH. QUANDO SERÁ A VEZ DE ROBERTO CIVITA?


Por Alexandre Figueiredo

Os trabalhos da CPMI do caso Carlinhos Cachoeira seguem normalmente, e mais dez pessoas serão convocadas para depor sobre um dos maiores esquemas de corrupção política da história do país.

Até a bela mulher do bicheiro goiano, Andressa Mendonça, também foi chamada para depor na CPI. Outro convocado esperado é o jornalista Carlos Bordoni, que teria recebido dinheiro do governador de Goiás, Marconi Perillo, devido à serviços de campanha eleitoral deste pelo rádio. Também será convocado Lúcio Fiúza, que foi assessor do governador goiano.

A princípio, o empreiteiro Fernando Cavendish é apenas uma figura cogitada para depoimentos. O chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, também foi poupado, por enquanto, de ser chamado a depor.

A medida causou um clima tenso na CPI, porque os dois são testemunhas-chave para as investigações. Até mesmo a dispensa de Sérgio Cabral Filho, governador do Rio de Janeiro, para depor na CPI, também comprometeu o evento, sobretudo se levarmos em conta que ele é um dos astros do congresso Rio +20 e um dos anfitriões da festa política da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

A inquietação tucana pela não convocação de Pagot e Cavendish, no entanto, ignora que a Delta Construtora também realizou obras no governo de São Paulo, na gestão de José Serra, e foi denunciado um esquema de corrupção que também envolveu o ex-diretor do DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S. A.), Paulo Preto. O depoimento de Pagot, a julgar pelo que ele denunciou, certa vez, à Isto É, pode "entregar" o tucanato paulista, sobretudo José Serra que, se denunciado, poderá estar sujeito a depor.

E ROBERTO CIVITA?

Os rumos das investigações da CPI pode, aparentemente, pôr no esquecimento as ligações do jornalista de Veja, Policarpo Jr., com o bicheiro goiano, mas isso não quer dizer que o caso tenha que ser abafado. Pelo contrário, as acusações feitas sobre Veja mostram um agravante na velha imprensa brasileira.

Pois o envolvimento de Policarpo Jr. com Cachoeira não se deu por uma "amizade fraterna", mas pela negociação de pautas para caluniar figuras políticas através de falsas denúncias e de reportagens obtidas por meios anti-éticos.

Isso é um ato da mais escandalosa irresponsabilidade jornalística, que aliás contrasta quando Veja se mostra omissa diante da corrupção de políticos do DEM e PSDB. Só admitiu a corrupção de Demóstenes Torres quando este já estava fora do partido, e de Marconi Perillo porque não foi mais possível esconder.

Por isso, seria melhor que continuemos torcendo para que Roberto Civita seja convocado a depor na CPI, para explicar a situação de sua revista. A velha grande mídia torce para que isso não aconteça, porque, se ocorrer, será a derrubada de muitos figurões influentes. Daí a blindagem desesperada.

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