segunda-feira, 4 de junho de 2012

A PARANOIA DE GILMAR MENDES


Por Alexandre Figueiredo

O desespero em que se encontra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, diante das circunstâncias, demonstra o quanto os círculos de poder, antes tranquilos na sua corrupção, reagem de forma paranoica quando passam a ser denunciados pela blogosfera progressista.

A paranoia de Gilmar Mendes está em atribuir as críticas e denúncias contra ele como "ataques às instituições" feitas por "blogueiros patrocinados pelas empresas estatais".

Gilmar, que deixou vazar suas ligações com o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, e com o bicheiro goiano Carlinhos Cachoeira, é o típico exemplo do abuso de poder que certas figuras têm, e que não se vê somente no Legislativo, onde o exemplo, neste caso, é o "cavaleiro da ética" Demóstenes Torres, também ligado ao bicheiro, mas também no Judiciário.

O ministro do STF, famoso por posturas nem sempre transparentes ou coerentes, faz politicagem do jeito que seu cargo não deveria fazer. Afinal, o Poder Judiciário deveria ser o poder fiscalizador das leis, sobretudo da Constituição, atuando como um ponto de equilíbrio entre a sociedade e os poderes Executivo e Legislativo.

Da parte de Gilmar Mendes, no entanto, esse equilíbrio não acontece. Nos bastidores, Gilmar é politiqueiro como qualquer deputado ou senador, e como não pode desmentir seus atos, parte para os ataques, usando uma verborragia "legalista", acusando os blogueiros progressistas - que José Serra havia chamado de "sujos" - de "atacarem as instituições".

Enquanto isso, os verdadeiros blogueiros que atacam as instituições, como os da Veja e Folha de São Paulo - que, conforme as circunstâncias, traem ou bajulam a Constituição quando bem entendem - , são poupados das críticas de Gilmar.

Claro, para ele um Reinaldo Azevedo ou uma Eliane Cantanhede atuam em "perfeita harmonia com a liberdade de expressão", fazem "jornalismo responsável", apenas "assustam" pela "polêmica" que causam.

Já os blogueiros que defendem as instituições, machucadas pela atuação duvidosa de seus integrantes, esses são condenados por "atacar as instituições", sob o suposto patrocínio de empresas estatais.

Tudo bem, jornalistas de nome podem receber patrocínio de estatais, mas são jornalistas profissionais. Mas blogueiros amadores, que naturalmente lançam ideias sem apoio estatal e sem qualquer vínculo partidário, não podem ser incluídos nesse contexto.

Gilmar Mendes, sim, ataca as instituições, trata o STF como se fosse a sua garota de programa e recorre a revistas como Veja - isso com associações comprovadas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira - , que também ataca as instituições, para apelar para o denuncismo. Gilmar está em pânico, diante da queda vertiginosa de sua reputação, e por isso reage da pior forma, querendo censurar a blogosfera progressista acusando-a de ser "estatal-partidária", numa forma desesperada de livrar a pele dele de críticas contundentes.

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